Distimia

Existem diferentes tipos de transtornos depressivos, um deles é a distimia. Os sintomas podem variar de, relativamente pouco graves (mas ainda incapacitantes), até muito graves, por isso é importante útil estar ciente da gama de condições e seus sintomas específicos.

O que é Distimia

A distimia é uma depressão crônica e leve que dura um longo período de tempo. A palavra distimia vem das raízes gregas, e significa "mau humor". A desordem distímica tem menos sintomas mentais e físicos, do que uma pessoa com transtorno depressivo.

Essa condição geralmente começa no início da idade adulta, e a desordem pode durar anos ou mesmo décadas. O aparecimento posterior está associado ao luto ou ao estresse, e muitas vezes é a continuação de um episódio depressivo mais extremo.

As mulheres são duas vezes mais propensas do que os homens a sofrer de distimia, em proporção similar à observada com a depressão. Por isso, elas são os maiores alvos dessa doença.

No passado, a distimia tinha vários outros nomes: neurose depressiva, depressão neurótica, transtorno de personalidade depressiva e depressão persistente da ansiedade. Mas hoje pode ser conhecida como desordem distímica.

Sintomas Distimia

Existem vários sintomas que podem apontar que a pessoa sofre desta enfermidade, são eles:

     humor deprimido por períodos prolongados.
     baixa autoestima.
     pouca energia, cansaço.
     irregularidades de sono.
     mudanças no apetite.
     pobre concentração.
     desesperança.

A gravidade desses sintomas varia e depende do indivíduo. Algumas pessoas ainda podem lidar com as exigências básicas da vida, enquanto outras sofrem grandes dificuldades, não conseguindo dar prosseguimento ao enfrentamento das situações problemáticas no trabalho, escola ou meio social.

Causas da Distimia

A causa exata da distimia não é conhecida, mas pensa-se que pode ser uma combinação de fatores. E que eles desempenham um papel no seu desenvolvimento.

A hereditariedade (genética), por exemplo, pode ser um desses fatores, e as pessoas com membros da família com depressão ou distimia são mais propensas a experimentar essa condição clínica. Especialmente quando começa a vivenciar a vida adulta. (adolescentes até o início dos anos 20).

As alterações nos neurotransmissores (mensageiros químicos) do cérebro também podem precipitar a doença. Estresse crônico ou doença médica, isolamento social e pensamentos e percepções sobre o mundo podem influenciar o desenvolvimento dela.

Outras condições de saúde mental também podem aumentar o risco de seu desenvolvimento. Então é importante observar o quadro por inteiro, não só a consequência da doença.

Tratamento para Distimia

A distimia é tratada com uma abordagem semelhante à utilizada para depressão - com medicação e psicoterapia. O tratamento mais eficaz é uma combinação de estratégias.

Os medicamentos antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, (remédios usados no tratamento das síndromes depressivas, transtornos de ansiedade e transtorno de personalidade) podem ser aplicados no tratamento da distimia.

As abordagens psicoterapêuticas de curto prazo para o tratamento da distimia são bastante eficazes no tratamento dos sintomas da depressão. As psicoterapias efetivas incluem psicoterapia comportamental cognitiva, psicoterapia interpessoal e suporte parental.

A terapia comportamental cognitiva (TCC) ajuda as pessoas a entenderem como seus pensamentos afetam sentimentos e como os sentimentos afetam o comportamento.

Já a terapia interpessoal (TI) envolve o foco em problemas dos relacionamentos de uma pessoa com os outros indivíduos. E a terapia grupal também pode ser usada para ajudar a administrar o transtorno em questão.

Prognóstico

Com o tratamento, a perspectiva para alguém com esse transtorno é excelente. A duração e a intensidade dos sintomas geralmente diminuem significativamente. Em muitas pessoas, os sintomas desaparecem completamente.

Sem tratamento, é mais provável que a doença persista, a pessoa provavelmente terá uma qualidade de vida reduzida e aumentará o risco de desenvolver uma depressão.

Mesmo quando o tratamento é bem-sucedido, a manutenção é frequentemente necessária para evitar que os sintomas retornem. Ou seja, não há cura definitiva e o cuidar da doença se faz mais do que necessário para ter uma boa saúde.

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