Sonambulismo

Cientificamente falando, sonambulismo é um tipo de distúrbio do sono que permite que a pessoa, mesmo dormindo, realize movimentos inconscientes com o corpo. Este distúrbio causa desequilíbrio no cérebro, uma vez que durante as crises este funciona de maneira irrefletida.

Sonambulismo é um problema muito frequente no mundo todo, atingindo cerca de 15% da população universal. Os sonâmbulos são reféns de crises que demoram em torno de meia hora e que podem ocorrer mais de uma vez durante a noite. Comumente elas acontecem no início do sono e são caracterizadas por movimentos de andar e falar sozinhos.

Durante as crises, o portador de sonambulismo inspira cuidado, pois como a mente está inconsciente, ela não tem capacidade de identificar riscos. Olhar perdido e falta de comunicação são fatores comuns aos sonâmbulos.



Causas do Sonambulismo

Apesar de ser um problema antigo e frequente, as causas do sonambulismo ainda é objeto de estudo da medicina. Todavia, o que se sabe é que vários fatores podem contribuir para o aparecimento do problema. Dentre eles, os mais importantes são: perda de sono frequente, estresse, crises depressivas, ansiedade, cansaço, febre, mudanças de hábitos noturnos, uso de medicamentos e de álcool.

Em alguns casos, o sonambulismo pode está atrelado a fatores que alteram negativamente a qualidade do sono. Alguns exemplos são: Apneia do sono, narcolepsia, refluxo, enxaqueca, traumatismo craniano, problema de tireoide e acidente vascular cerebral.

É importante ressaltar que dois fatores são extremamente ligados ao sonambulismo, a saber: fator genético, quando o problema é herdado de pai para filho e fator idade, sendo mais comum a ocorrência dos episódios em crianças na faixa etária de três a sete anos, quando o sistema nervoso está sendo desenvolvido.

O fato da medicina não conhecer todos os fatores que acarretam o sonambulismo, dificulta a sua prevenção.





Sintomas Do Sonambulismo


O sonambulismo é entendido como um comportamento inconsciente que acontece ao longo do sono.  Dessa maneira o sonâmbulo pode realizar diversos movimentos durante a noite e apresentar sintomas como:
     Se levantar da cama e andar pelo quarto.
     Ficar sentado na cama com os olhos abertos.
      Ter olhar perdido.
     Realizar atividades de rotina, como por exemplo, vestir a roupa.
     Ficar incomunicável.
       Ter dificuldade para acordar durante as crises
     Após acordar, não se lembrar do que realizou e apresentar desordem mental.
     Dormir novamente
     Ter momentos de estresse e irritação durante o dia, em decorrência das variações do sono durante a noite.
     Apresentar traumas


Vale frisar, que mesmo o sonambulismo sendo entendido como um problema que favorece a prática de movimentos inconsciente, dificilmente um portador do distúrbio irá realizar alguma atividade que coloque em risco a sua vida ou a de outra pessoa, como:
      Dirigir
      Ir para fora de casa
     Realizar conduta inadequada
     Fazer sexo forçado
       Ter atitudes suicidas
       Agressividade

Formas de tratamento

O sonambulismo em si não é um problema que requer preocupação. No entanto, se os episódios forem muito frequentes e apresentar comportamentos que causam constrangimento, avançando para a adolescência e vida adulta é bom procurar um especialista para tentar algum tratamento.

Os profissionais mais experientes para diagnosticar o problema é o neurologista, psiquiatra e o clínico geral. O diagnóstico é feito mediante análise do comportamento do paciente e de exames clínicos, para descartar algum outro problema que esteja prejudicando a qualidade do sono.

O diagnóstico do sonambulismo é ocorrido de forma mais comum em crianças. Nesse caso, ao ser detectado o distúrbio, o tratamento é feito apenas com base em atitudes que possam levar segurança ao ambiente em que a criança dorme.

Somente quando o sonambulismo decorre situações frequentes e constrangedoras é indicado o uso de remédios receitados pelo médico.

Em suma, o tratamento para o sonambulismo consiste praticamente em mudanças de comportamento, onde o espaço em que vive o portador deve ser alterado, pensando em sua segurança.

Dessa maneira, é importante ficar atento a escadas, janelas, portas e objetos que possam causar ferimentos. Durante a crise, é permitido direcionar a pessoa novamente para a cama, porém não é aconselhável acordá-la, pois isso pode fazer com que a pessoa tenha novas crises durante a noite. 

Curiosidades Sobre o Sonambulismo


Muitas pessoas acreditam que quando uma pessoa está tendo crise de sonambulismo e são despertadas bruscamente elas podem sofrer infarto. Isso não é verdade, ou pelo menos não tem nenhuma comprovação científica.

O problema do sonambulismo em si não demanda preocupação, a apreensão deve está ligada apenas as consequências que podem acontecer a uma pessoa durante a crise, como por exemplo: se ferir em móveis e escadas ou incomodar alguém durante os episódios.

Uma informação importante a ser levada em consideração, é o fato de que os episódios de sonambulismo vão diminuindo de frequência com o passar dos anos. Todavia, é importante analisar se o sonambulismo é decorrente de algum problema de saúde que não seja apenas um distúrbio do sono.

A técnica mais moderna para identificar o sonambulismo é feito através do estudo do sono, que usa um método denominado “polissonografia” para diagnosticar o problema.

Esse exame é feito em um laboratório no qual o paciente deve passar a noite. Vários sensores são ligados através de computador ao corpo da pessoa, principalmente na cabeça, no peito e nos membros inferiores. Esses sensores têm a função de detectar vários fatores como: quantidade de oxigênio no sangue, batimentos cardíacos, frequência de respiração, ondas do cérebro, bem como o perfil dos olhos e das pernas do paciente durante o sono. 

Resumindo
Como se pôde perceber, o sonambulismo é um problema simples sem grandes complicações e que atinge um grande número de pessoas. Ele se classifica como um distúrbio do sono e até os dias atuais não foi encontrado fatos que comprovem cientificamente a sua causa. Por enquanto, o que se sabe é que fatores genéticos e pouca idade pode acarretar o problema.

O diagnóstico do distúrbio pode ser feito em casa através de análise de comportamento de uma pessoa enquanto dorme. Nos casos onde o distúrbio é identificado, o tratamento é registrado apenas com medidas protetoras que possibilite segurança durante os episódios.

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