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Sentir pena de si mesmo é um hábito que algumas pessoas praticam de forma quase involuntária, como resposta a situações das quais não obtiveram êxito ou que não acreditaram ser capazes de vencer. Esta é a autopiedade: para quem a sente, é realmente difícil dizer de onde vem e, mais difícil ainda, deixar de senti-la. Mas saiba que é perfeitamente possível reverter este quadro para sentimentos positivos e que vão ajudar você a subir os degraus da autoestima e ter o controle sobre a intensidade dos seus sentimentos.
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Lá na sua infância...
Os nossos sentimentos, opiniões, valores e tudo que compõe a nossa personalidade e o nosso caráter são uma mistura dos exemplos que recebemos na infância e do que vamos aprendendo e absorvendo com as experiências da vida. Muitos estudiosos defendem que já nascemos com parte da nossa personalidade definida, o que explica porque, por exemplo, irmãos gêmeos, criados da mesma forma e recebendo as mesmas influências, têm tantos gostos e atitudes diferentes um do outro.

Mas, independentemente do que você acredita sobre o que trazemos na bagagem para este plano de vida, o fato é que, o que aprendemos desde que nascemos e iniciamos nosso convívio social em família e os primeiros anos de escola, é responsável por grande parte das reações que temos a diferentes situações que enfrentamos na vida adulta. No caso da autopiedade, quando bate aquela tristeza profunda e uma vontade de encolher-se e abraçar a si mesmo, pode ser reflexo de memórias antigas, quando reprimiram, envergonharam ou ignoraram você, mesmo que não se lembre.



Ao mesmo tempo em que o autopiedoso quer viver este sentimento sozinho com a necessidade de sofrer, ele também deseja que alguém apareça cheio de compreensão e amor para dedicar-se à sua dor. Isso não é egoísmo, faz parte do sentimento. E, ao mesmo tempo em que sente tudo isso, o autopiedoso também admira as pessoas fortes que não se deixam abalar quando são inferiorizadas. O que o faz sentir ainda mais autopiedade. É um paradoxo; uma luta interna e a gente entende.

Entender é diferente de incentivar a não mudar. Então vamos mudar essa situação?

Temos uma boa e uma má notícia: a boa é que você pode mudar por conta própria sua postura perante este sentimento. E a má é que você deve mudar por conta própria sua postura perante este sentimento. Pois é, você quer e não quer, certo? Mas, por mais que você tome a atitude de procurar ajuda profissional para expor e trabalhar seus sentimentos, a decisão de mudar, efetivamente, é só sua.

Às vezes a verdade é difícil de ouvir. Principalmente quando você tem o hábito de esperar que alguém lhe diga o que fazer e coloque sobre os outros a responsabilidade pelas suas decisões ou problemas. Mas esta é a maior e melhor verdade que podemos lhe dizer hoje e que, quando você compreender sua importância, verá que a solução está diante dos seus olhos quando se olhar no espelho: você é capaz e não depende de ninguém para ser melhor.


Desenvolver a empatia é um poderoso tratamento
É preciso desenvolver a consciência de que a autopiedade afasta as pessoas de você e afasta você de si mesmo. E para você desenvolver esta consciência, precisa começar desenvolvendo sua empatia pelas pessoas (e por você também, que neste caso, chamamos de amor próprio). A empatia é a capacidade que uma pessoa tem de colocar-se no lugar do outro para sentir, compreender e respeitar o que ele sente em determinada situação. O amor próprio é a mesma coisa, mas em relação a si mesmo. Vamos dar um exemplo:

Você e seus amigos vão a um parque de diversão e um deles se recusa a acompanhar você no seu brinquedo favorito, a montanha russa. Você não sabe por que ele está com medo, mas acha ridículo ele aceitar ir ao parque e não querer entrar na montanha russa, então logo diz: “entra logo e para de frescura!”.

Esta situação te lembrou de algo? Não é bem assim que as pessoas agem com você quando lamenta por seus problemas? Mandam você parar com a frescura? E isso só serve para aumentar mais ainda o seu sentimento de autopiedade, fazendo-o sentir ainda pior, não é mesmo? Pois é, agir dessa maneira, achando que o outro está de frescura e não parar para compreendê-lo é a mais pura FALTA de empatia. Portanto, se você quer ser compreendido e respeitado pelo que sente, comece compreendendo e respeitando as outras pessoas, inclusive quando elas precisarem dizer não a um pedido seu ou não puderem dar atenção ao seu problema naquele momento.
           ·       Desenvolva a sua Empatia  


Tenha uma conversa séria com a sua autopiedade
Dando um exemplo prático, a autopiedade é como uma segunda personalidade que aparece cheia de ciúmes quando você quer fazer algo legal e diz: “não, você não consegue fazer isso, todo mundo faz melhor do que você. Pare e fique comigo porque só eu te entendo.” Não é assim? Pois bem, para a sua autopiedade você é a mãe ou pai. Ou seja, quando você resolver que ela não vai mais mandar em você, estará resolvido e ela vai entender que não precisa mais se manifestar porque você não precisa mais dela.

Para ajudá-lo a chegar nessa decisão e compreender que você é quem manda, pare e imagine como seriam as situações que você deixa de viver porque permite que sua autopiedade fale mais alto. E se você fosse naquela entrevista de emprego? E se você aceitasse sair com aquela pessoa? E se você fosse naquela viagem? E se você comprasse aquela roupa? É tão bom imaginar que somos cheios de possibilidades!

Uma coisa é certa: você precisa tentar viver SEM sua autopiedade. Tentar é a palavra-chave aqui. Se você falhar, não tem problema, tente de novo e de novo, pois toda situação a qual você se coloca, pode resultar em um “sim” ou um “não”. Se você deixar de tentar, jamais saberá a resposta e a vida é muito curta para não saber. Não há razão alguma para ficar com medo, sabe? Porque a vida é sua e você merece saber o que poderia ter acontecido se tivesse enfrentado determinada situação e dito sim. Para ter uma ideia, o máximo que poderia acontecer de ruim é você receber de presente um grande aprendizado e uma bela experiência para sua vida.

Não sofra pelo seu passado, ele não pode mudar. O que você viveu já foi, todos têm uma história. Mas o seu futuro sim, ele está esperando por você de braços abertos e cheios de amor, seja para vencer ou aprender com um erro. As duas coisas são importantes para que você seja uma pessoa cada vez melhor. E quanto àquelas pessoas por quem você teme ser julgado, saiba que elas também possuem seus medos e também precisam da sua empatia para sentirem-se mais corajosas. Em vez de ter medo, encoraje. Em vez de persistir no erro, tente de maneira diferente. Seja melhor por você 

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