Ads (728x90)

.

 Hipnose: saiba mais sobre esse estado mental

A Hipnose se encontra dentro dos estudos da Psicologia e é uma das teorias que mais atrai curiosos. Muitas pessoas se perguntam se realmente existe a capacidade de conseguir hipnotizar alguém e de que maneira isso pode ser benéfico ou prejudicial ao ‘hipnotizado’. Desde seu surgimento, este tema tem sido estudado com exaustão buscando esclarecer os mitos e verdades relacionados.

A Associação Americana de Psicologia define a Hipnose como um estado de consciência que foca a atenção e reduz a consciência periférica. Por consequência, o indivíduo possui maior capacidade de resposta a uma sugestão. Nas teorias de estado, ela é classificada como um estado mental e, nas teorias de não-estado como um tipo de comportamento.

O indivíduo em hipnose é induzido através de um procedimento chamado indução hipnótica. Porém, antes disso, é comum sejam dadas instruções preliminares e também sugestões de como será feito o procedimento.

Os relatos mais comuns de quem passa pela hipnose fazem relação a analgesia, anestesia e alterações na consciência. Isso faz com que o indivíduo obedeça e realize os mais variados e extremos atos quando se encontra neste estado mental.



Origem do termo

Hipnose, em português, deriva da palavra “hipnosis”, junto do grego com o latim. Hipnos em grego significa sono e, osis em latim é ação ou processo. Quem escolheu este nome foi James Braid, médico e pesquisador britânico que viveu de 1795 a 1860.

Ele acreditava que a hipnose era o mesmo que um sono induzido, já que Hipnos também é o nome do deus grego do sono. Apesar do significado não ser exatamente esse, o termo se popularizou até mesmo no meio científico.

Apesar das diversas relações, a hipnose não é o mesmo que um sono. Os dois tratam-se de estados de consciência, mas são bem distintos. Eletroencefalográficos mostram isso através das ondas cerebrais, que apresentam formas, frequências e padrões distintos nos dois casos.

 
Tipos de hipnose

Quando refere-se ao sentido de transe ou estado hipnótico, a hipnose pode ser dividida em dois tipos: auto-induzida ou alter-induzida. O primeiro modelo consiste na aplicação dos métodos hipnóticos em si mesmo. Já no segundo caso a aplicação é feita por outra pessoa, chamada de hipnólogo.

Alguns estudiosos na área insistem que todo e qualquer tipo de hipnose pode ser considerada auto-induzida, já que depende principalmente do indivíduo que passa pelo procedimento para ocorrer com sucesso. A comunicação entre as duas pessoas envolvidas – hipnotizado e hipnólogo – deve acontecer sempre de maneira estreita.

Tratamentos terapêuticos

A hipnose também pode ter como fim um tratamento psicológico, psiquiátrico ou até mesmo médico. Nestes casos, o nome dado é hipnoterapia ou hipnose terapêutica. Através deste tratamento é possível curar problemas de comportamento o tabagismo, a insônia e até mesmo as disfunções alimentares, tais como anorexia, bulimia, desnutrição e obesidade.

Entre as disfunções que a hipnoterapia pode auxiliar no tratamento estão: neurológicas (zumbidos, tonturas e vertigens e enxaquecas); digestivas (halitose, gastrites, obstipações, dispepsias e diarreias crônicas); respiratórias (rinites alérgicas, asmas brônquicas, apneia do sono e ronco); genitourinárias (incontinência urinária, dismenorreia, enurese noturna, disúria funcional e tensão pré-menstrual).

Há ainda as sexuais (frigidez e vaginismo, diminuição da libido, impotência psicológica e ejaculação precoce), as dérmicas (doenças de pele associadas a fatores emocionais e urticária e outras alergias) e as cardiovasculares (arritmias cardíacas e hipertensão arterial essencial).

A hipnose pode auxiliar muito a doenças relacionadas ao sistema imunológico, já que estas podem se agravar ou melhorar dependendo do estado emocional do indivíduo. Porém, a prática não é indicada como tratamento principal a doenças graves como o câncer, por exemplo. Mas pode auxiliar no aumento da disposição após a quimioterapia.

O tratamento com hipnose também pode ser muito benéfico para curar doenças psicológicas, tais como ansiedade, depressão, fobias e pânico. Muito se estuda a respeito do sofrimento psicológico ser tão incapacitante quanto a dor física. Os medicamentos indicados nesses casos geralmente possuem muitos efeitos colaterais. A hipnose pode aliviar os sintomas e capacitar as pessoas a apresentarem respostas mais saudáveis.

Por outro lado, se o terapeuta passa pela hipnose para prescrever tratamentos aos pacientes, diz-se que ele está fazendo uso da hipniatria e, portanto, é um hipniatra. Entretanto, o método é pouco utilizado e os psiquiatras recomendam que o paciente esteja em estado de consciência normal para realizar os procedimentos.

 
Método e técnica

        Antes de iniciar o procedimento, é fundamental que exista um vínculo de confiança entre o paciente e quem aplica a hipnose. Isso é um dos principais fatores para que tudo ocorra de maneira correta e tenha resultados positivos. A prática pode ser feita por diversos profissionais de saúde, tais como psicólogos, médicos, odontólogos, fisioterapeutas, terapeutas holísticos e terapeutas ocupacionais.

A ‘regulamentação’ da aplicação varia bastante de país para país. Nos Estados Unidos, por exemplo, a profissão de hipnoterapeuta faz parte do catálogo federal há mais de 30 anos. Já na Inglaterra, qualquer um pode fazer a aplicação desde que passe por um teste e se mostre capacitado para exercer tal função. No Brasil, a técnica é livre a quem se interessar.

Em resumo, a prática da hipnose envolve um conjunto de técnicas para que o paciente fique neste estado de consciência. Algumas delas são: sugestões verbais; fixação do olhar; indução de relaxamento ou visualizações; utilização de aparelhos eletrônicos com estímulo de ondas alfa; aplicação de estímulo de qualquer natureza, repetitivo, rítmico, débil e monótono; concentração de foco de atenção, geralmente interiorizado.

Descrição do estado hipnótico

O estado da hipnose e o sono são muito confundidos, porque na aplicação do primeiro são utilizados termos como “durma” e “sono”. Essas palavras são proferidas pelo hipnólogo porque auxiliam no transe, mas não representam o ingresso em estado inconsciente. Os eletroencefalográficos de pacientes em hipnose mostram que o estado é de vigília em relaxamento.

O paciente, mesmo quando está em transe, é capaz de perceber tudo que ocorre no ambiente em que está e até mesmo relatar com detalhes após a hipnose. A relação de confiança entre os dois indivíduos envolvidos na prática chama-se repport. Qualquer atitude que fuja desta relação faz com que o transe seja interrompido.

Há um mito de que o paciente pode morrer enquanto passa pela hipnose. Porém, isso não passa de folclore, já que o procedimento pode ser interrompido a qualquer momento. Ou ainda, se o hipnólogo deixar o indivíduo hipnotizado por muito tempo, ele ‘acordará’ sozinho em algum momento.

Na auto-hipnose, o paciente passa por um treinamento com uma série de exercícios para que se aprimore a técnica. Ele é ensinado a desenvolver o estado de transe hipnótico. Entretanto, é importante que o indivíduo esteja realmente interessado e comprometido em fazer os exercícios propostos.

Hipnose e misticismo

A hipnose já foi considerada por muito tempo como uma prática mística, ligada à magia e fenômenos sobrenaturais. Algumas das características do transe em estado consciente são atribuídas ao campo da Parapsicologia, já que se tratam de percepções extra-sensoriais. Assim, pessoas em estado de transe acabam tendo um desempenho melhor em testes de premonição, clarividência e telepatia.

Esse tipo de fenômeno pode acontecer espontaneamente ou provocados e treinados por sugestão durante a hipnose. Há relatos de pacientes que dizem flutuar fora do próprio corpo e que se deslocam a outros lugares. Entretanto, isso pode não acontecer com todos.

Outra associação feita a hipnose está relacionada a vidas passadas. Diz-se que o indivíduo consegue ver quem foi e o que fez em outras encarnações. Nestes casos, o termo mais utilizado é regressão hipnótica. Porém, a rigor científico, mesmo com diversos relatos, nada foi provado a respeito de reencarnações.

Postar um comentário

Blogger