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O assunto já foi até tema de música que se popularizou: “isso me dá tique tique nervoso, tique tique nervoso, tique tique nervoso”. Mas o que pouca gente sabe é que o famoso tique nervoso não é apenas uma mania da qual a pessoa pode se livrar a qualquer momento, mas sim um quadro clínico que, felizmente, tem tratamento. Por isso, se você sofre com um tique nervoso ou conhece alguém que tenha, nada de fazer piadinhas, é importante identificar o problema e procurar um médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo, mais fácil se livrar.
·       Como se livrar um hábito?  

Afinal, o que é um tique nervoso?

Também pode ser encontrado com o nome de cacoete e se caracteriza, principalmente, pela execução de comportamentos repetitivos, sem contexto algum e que a pessoa não pensa para executar, quando percebe, já fez. Alguns dos exemplos mais comuns de tiques incluem tossir sem necessidade, pigarrear, fazer “caretas” faciais, movimentos de cabeça desmotivados, encolher os ombros, piscar os olhos de alguma forma diferente.

O tique nervoso pode ser motor ou sonoro, mas o mais importante é que consiste em um movimento involuntário e que não necessariamente se repete na mesma frequência. Há casos mais raros de pessoas que batem em si mesmas, batem o pé no chão, cheiram objetos ou demonstram outros comportamentos atípicos. São menos comuns de vermos no cotidiano, mas é importante saber que eles também existem.
Os tiques motores mais comuns são os seguintes: espasmos, encolher os ombros, mover a cabeça repuxando-a, piscar e fazer careta. Já os tiques sonoros observados em maior quantidade incluem: tossir, pigarrear, grunhir, estalar a língua e fungar.

Algumas pessoas podem sofrer com vários tiques motores e vocais simultaneamente, nesse caso, eles são os sintomas de uma condição conhecida como Síndrome de Tourette. Essa síndrome se manifesta desde a infância e está relacionada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em aproximadamente 30% dos casos.

É possível que uma pessoa possa controlar o seu tique por algum tempo, desde que esteja concentrada nessa tarefa. Mas em algum momento, ela sentirá a necessidade de “liberá-lo”, para se livrar de uma sensação de angústia que provavelmente a dominará.

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Quais são as causas dos tiques nervosos? 

Infelizmente, a ciência ainda não conseguiu afirmar de forma precisa o que leva uma pessoa a desenvolver esse tipo de comportamento. No entanto, existem alguns elementos que não podem ser ignorados:

·       A manifestação de tiques nervosos pode ter uma característica genética, uma vez que, em alguns casos, acontece com vários membros de uma mesma família;

·       Um traumatismo craniano pode ser a causa de um cacoete;

·       O uso indevido de drogas (especialmente a cocaína e as anfetaminas) pode ser uma causa de tique nervoso. Há quem desenvolva a condição quando para de usar drogas por um tempo, no caso, torna-se um sinal de crise de abstinência;


·       Existem doenças que culminam no tique, tais como a paralisia cerebral, doença de Huntington ou de Wilson.

Mas os tiques também podem aparecer desde a infância e não estarem relacionados a nenhuma dessas condições citadas acima. Talvez, ao fator genético. É por isso que não há como precisar as causas e nem mesmo dizer se há pessoas mais propensas ao cacoete, a não ser as que estejam dentro das categorias apresentadas.

Quem já sofre com os tiques possivelmente sentirá uma piora quando está submetido à ansiedade, estresse ou cansaço, porque é quando eles tendem a se intensificar.

Qual o tratamento para tiques nervosos?


Há quem tenha tiques tão leves que não chegue a ficar incomodado, convivendo com eles para o resto da vida. Não há problema algum com isso! Mas, quando o tique nervoso é motivo de irritação chegando até a prejudicar as atividades cotidianas de alguma forma, procurar tratamento torna-se fundamental.

O neurologista é o médico mais indicado para tratar esse tipo de problema. Caso ele perceba que é necessária a interferência de outro especialista, irá dar as orientações e encaminhamentos necessários. O tratamento para acabar com os tiques nervosos costuma incluir o uso de medicamentos neurolépticos ou neuromoduladores, associados com a psicoterapia.

É interessante saber que muitas vezes, na terapia, o indivíduo não consegue eliminar completamente o seu tique, mas o troca por outro, mais discreto e socialmente aceitável. Essa é uma possibilidade.

Embora os tratamentos orientados por profissionais sejam fundamentais, o auto conhecimento também é importante. A pessoa deve adquirir o hábito de, ao se surpreender executando o tique, parar no mesmo momento. Avaliar se o tique aparece (ou se intensifica) somente em situações de abalo emocional pode ser útil para o tratamento.

O que fazer quando crianças apresentam tiques?

Já dissemos que isso pode começar a aparecer na infância e aí é normal que os pais não saibam exatamente como proceder. Algumas orientações podem ser bem úteis!

Procure ignorar o tique sempre que possível, porque se a criança estiver fazendo propositalmente, para chamar a atenção (o que é um comportamento totalmente natural), logo irá parar. Evite repreender seu filho, especialmente sendo brusco demais, porque isso irá deixá-lo nervoso, o que pode agravar ainda mais a situação.

É importante tranquilizar a criança e deixar claro de que não há nada de errado com ela, principalmente se perceber que ela está começando a ficar incomodada, além de orientá-la sobre como agir caso algum coleguinha faça piadas com o seu tique. Vale à pena avaliar se o seu filho está sendo submetido a algum tipo de estresse ou ansiedade em casa, que possam estar provocando o cacoete.

E, é claro, levá-lo a um neurologista para ter um diagnóstico profissional exato e orientações sobre o tratamento será de grande ajuda!


O principal, seja com crianças ou adultos, é saber que o tique nervoso não é apenas mais uma mania e muito menos motivo para piadinhas e comentários pejorativos. Existe tratamento e, quanto antes se dá início a ele, mais eficiente será. Os tiques nervosos são mais comuns do que se imagina, no entanto, ninguém é obrigado a conviver com algo que incomode de alguma forma. A medicina está aí para ajudar nesse tipo de situação!

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