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Aprendendo a se impor: Assertividade

Você possui dificuldades em falar não? Acaba fazendo o trabalho dos outros por que não consegue reclamar? Fica calado e engole os desaforos que lhe fazem? Sente vergonha ou medo de pedir ajuda as outras pessoas? Em uma conversa ou discussão acaba balançando a cabeça e concordando com seu interlocutor por que não consegue expor sua verdadeira opinião?
Se você sofre com os problemas acima mencionados posso lhe dizer que possui dificuldades em se impor. Nesse artigo vamos falar sobre como se posicionar sem precisar ofender ou se agressivo com as outras pessoas.

O que é assertividade? Ao contrário do que as pessoas costumam imaginar o termo não tem nenhuma relação com a palavra acerto (ou então seria “acertividade”). Assertividade vem de “Assero” que em latim significa “Afirmar”.
        Desse modo assertividade é o ato de proteger e defender os seus interesses e direitos pessoais. A expressão refere-se também ao comportamento de expor os seus pensamentos e sentimentos. Para ser considerada assertiva a comunicação deve respeitar os direitos dos outros.

Como ser assertivo ou como conseguir impor-se?

Tenha ciência dos seus direitos
        Percebo nas pessoas que alegam ter problemas em se impo certa dificuldade em compreender ou aceitar que possuem os mesmos direitos que as outras pessoas. Logicamente isso é consequência de baixa autoestima, mas mesmo que você não se ame é necessário saber que você pode e deve defender os seus direitos. Óbvio que quando eu falo de direito não estou me referindo aos que são garantidos pela nossa constituição, estou me referindo aos direitos assertivos.

O que são direitos assertivos? Tratam de prerrogativas que auxiliam o individuou a se relacionar com outras pessoas sem perder a sua identidade e expressando-se de maneira autêntica.

01
Eu tenho direito de me colocar em primeiro lugar às vezes.
02
Eu tenho o direito de não antecipar ou não adivinhar os desejos dos outros.
03
Eu tenho o direito de decidir se satisfaço a necessidade das outras pessoas ou se satisfaço meus próprios interesses, desde que isso não viole o direito de outrem.
04
Eu tenho direito de expressar meus sentimentos e opiniões.
05
Eu tenho direito de mudar de ideia e/ou de opinião
06
Eu tenho direito de pensar antes de tomar uma atitude ou decisão
07
Eu tenho direito de questionar o que eu não gosto e de demonstrar minha insatisfação
08
Eu tenho direito de cometer erros, desde que assuma a minha responsabilidade, mas não preciso me sentir culpado.
09

10
Eu tenho direito de dizer NÃO às coisas que me pedem e não me sentir culpado ou egoísta por fazer isso.
11
Eu tenho direito de me sentir bem com quem eu sou sem precisar que os outros concordem com isso.
12
Eu tenho direito de pedir ajuda e escolher se quero a ajuda de alguém.

Leia também:
·         Como melhor sua autoestima

Saiba o que você está sentindo 

        A dificuldade em compreender os próprios sentimentos ou de aceitá-los acaba por dificultar que você mesmo saiba o que está lhe incomodando e consequentemente não sabe o que falar e nem como falar. Se você tem tanta dificuldades em saber qual é a sua vontade fica mais fácil ceder a vontade do outro. Então transforme a sua sensação de desconforto em palavras claras que expressem o que está lhe incomodando:

·        Essa tarefa não é responsabilidade minha
·        Discordo do que você está falando
·        Não tenho que pagar sozinho esta conta
·        Prefiro ir a outro lugar
É importante que você também consiga identificar o sentimento que te domina nesse momento: “estou decepcionado”, “fiquei irritado” “me sinto triste” etc.

Correlacione os seus sentimentos a situação
        Depois de ter dado o primeiro passo, que é identificar os seus afetos é necessário correlacionar elas a coisas ao que aconteceu. Caso sua queixa esteja relacionada à outra pessoa é necessário que você indique a atitude dela que lhe incomoda e como esse comportamento lhe afeta:
·        Fiquei irritado por você ter tomado essa decisão sem falar comigo.
·        Me deixa triste você trocar uma noite comigo pelo futebol com seus amigos.
·        Sinto-me desrespeitado quando você levanta a voz para se dirigir a mim.
 

Cuidado com os gestos e com as palavras
Pergunte ao invés de supor:

Ficar tentando adivinhar ou analisar as razões que levaram o outro a se comportar de determinada forma é algo que não vai te levar a lugar nenhum. Se não souber a causa pergunte! Fazer isso é necessário pois os nossos sentimentos confundem a nossa percepção e senso de discernimento. Uma pessoa dominada pela raiva pode achar que o seu sócio está tentando lhe passar para traz, porém na mesma situação se esse indivíduo estiver calmo pode ter uma conclusão totalmente diferente.

Atente-se a linguagem corporal: ela é tão importante para a nossa comunicação quanto as nossas palavras. Se estiver querendo se impor é importante tomar uma postura decidida com a coluna ereta, cabeça erguida e uma expressão séria no rosto. Você dificilmente vai conseguir ser levado a sério se estiver todo arqueado e com um sorriso amarelo de quem está pedindo desculpas.

Tome cautela com o que fala: Nunca critique ou aponte uma característica do seu interlocutor seja ela física ou de personalidade, sua queixa deve ser por aquilo que ele faz agir assim ira evitar brigas e maus entendidos.
Evite também dizer que ele causou algo: “Você me humilhou” isso traz a sensação de acusação, além do que ele (a) pode não ter tido nenhuma intenção de fazer isso, diga como você se sentiu: “me senti humilhado”.

E as consequências?
        É exatamente o medo das consequências que impede as pessoas de serem assertivas. Entretanto se você seguiu essas instruções e se certificou de que não foi agressivo ou mal interpretado é pouco provável que sofra represarias.

Mas vai ter que ouvir: Uma vez que expressou os seus sentimentos e emoções está obrigado a ouvir o ponto de vista do outro.  Nessa ocasião é possível que você perceba que está equivocado, isso é perfeitamente normal e não quer dizer que você está sempre errado e nem que deva fazer prevalecer o seu ponto de vista, afinal ninguém é infalível.

Quando o conflito é inevitável: Por mais que você tente ser cordial, vão existir situações em que a disparidade de interesses será tão grande que inevitavelmente uma discussão acontecerá. Relaxe isso não é o fim do mundo, busque uma saída intermediaria de preferência na presença de um terceiro neutro (um juiz).

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