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Como desenvolver a empatia?

       

Pessoas que possuem boa empatia são consideradas mais agradáveis, além de serem bons em todas as atividades que envolvem interação pessoal. Quem é empático está menos sujeito ao stress e a ansiedade, sabe lidar com críticas e consegue se comunicar sem ofender ou criar maus entendidos.  A empatia é essencial para ter uma boa vida a dois e conseguir educar filhos além de ser de extrema importância para quem deseja liderar qualquer equipe.  Mas será possível desenvolver ou melhorar a nossa empatia?  

O que é empatia?

        Os pesquisares costuma dizer que a palavra empatia possui dois significados. O primeiro estaria ligado à cognição ou a intelecto e significaria a capacidade de entender o que outro está sentindo. A segunda está ligada a fatores afetivos e emocionais e significa a faculdade de sentir a emoção que outro está sentindo. Particularmente eu vejo a empatia como uma junção das duas coisa pois saber se a capacidade de sentir não possibilita que você compreenda o seu semelhante, e sentir sem saber não é compreender, é apenas se deixar contagiar com a emoção alheia.

Aprenda a desenvolver empatia

Preste total atenção
       
É impossível entender uma pessoa se você não estiver atento ao que ela está lhe dizendo. No caso não basta ouvir o que ela está a falar, se faz necessário observar também a linguagem corporal dessa pessoa, suas expressões faciais e escolhas de palavras, respiração gestos, etc. Pare de pensar em si mesmo, nos seus problemas e olhar para o seu umbigo e mantenha a sua atenção ao outro. Não faça silêncio apenas para aguardar a sua vez de falar, fique atento ao que está sendo dito.

Incentive-a se soltar e a falar mais: é possível fazer isso demonstrando interesse pelo que ela está falando. Descruze braços e pernas (isso pode passar a ideia de resistência),  arqueie o corpo levemente em direção ao seu interlocutor, fale coisas para  ele que incentivem continuar o relato (continue, interessante, hum-ham, etc.)

Leia também:
·         Como ser mais sociável
·         Aprenda a dizer não

Suspenda o julgamento
        Outra coisa que dificulta muito o surgimento da empatia é ficar colocando as suas opiniões e valores sobre o relato daquele que está conversando com você. Se durante a conversa ficar pensando coisas do tipo: “que absurdo!” “como ele pode fazer uma coisa dessas?”, “ que falsa...”,  não irá conseguir o contato necessário para desenvolver empatia.

       

A razão pela qual é necessário suspender o julgamento para se compreender ao outro é que em caso contrário as únicas coisas que sente são suas próprias emoções e opiniões. Sendo assim o indivíduo está querendo lhe transmitir uma ideia e você entende outra.  Exemplificando: a pessoa está tentando lhe explicar algo que deu errado no seu projeto e você entende que isso é uma crítica, não são as palavras delas e sim os seus pensamentos que trazem isso.


        A suspensão do julgamento também coopera com o fim de conflitos. O sujeito pode chegar extremante irritado e com a intenção de começar uma briga, mas quando percebe que está sendo entendido e não é julgado a tendência é que ele se desarme.

Lembre-se: suspender o julgamento não significa dar razão para outro ou admitir que se esteja errado sem estar, significa simplesmente impedir que seus valores internos te impeçam de enxergar a realidade tal qual ela realmente é.

Fale de maneira empática
        A fala empática, como o nome sugere, consiste em se comunicar de modo que o outro perceba que você está conseguindo entender o que ele deseja transmitir. Na prática é algo simples, porém seus efeitos sobre a outra pessoa são surpreendentes. È possível notar a mudança no estado de ânimo e que o interlocutor passa a simpatizar com você.  Diga coisas do tipo:
·         Eu sei como você está se sentindo
·         Eu te entendo
·         Deve ter sido bem difícil isso

           Expresse em palavras as emoções que você captou no outro individuo:
·         Isso te deixou muito triste não é mesmo?
·         Ficou irritada não?
·         Você falou o que queria não é?
        Não importa se você errar, o importante é tentar compreender, o sujeito que estiver falando com você vai te corrigir: “na verdade eu fiquei com medo” (exemplo) e continuará  falando.
        
       Espero que esse artigo tenha lhe ajudado, lembre-se que apenas a prática é capaz de te tornar bom nas coisas que faz, então pratique a empatia.

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  1. Muito interessante seu texto Cesar! Porém algumas vezes, apesar de eu ser uma pessoa que realmente procura entender os outros e quer o bem de todos, essa tentativa de criar empatia não funcionou bem comigo. Dou alguns exemplos aproximados, um banal e outro um pouco mais sério:
    - A pessoa se queixa que está preocupada com dores que está sentindo nas costas, e eu digo, sei como se sente, que chato isso, e ainda mais a essa hora quando todas as farmácias da região estão fechadas, realmente é triste! E a pessoa se irrita dizendo que está falando apenas de uma simples dor nas costas e isso não é nada de sério, que nem dói tanto assim, que eu que sou muito negativo! Através de amigos, fico sabendo que na verdade essa pessoa estava se queixando muito mesmo das dores e preocupada de não poder comprar um remédio no horário, porém, para mim, depois de se queixar, diz o contrário e se irrita com minha preocupação.
    - A pessoa diz estar muito chateada por ter brigado com o(a) namorado(a) por conta de algo ruim que ele(a) lhe fez, ou por ter marcado algo e não cumprido, e eu digo, entendo como se sente, o que esta pessoa fez pra você não é certo, não deveria tratar você desta maneira, você não merece ser tratado(a) assim, ainda mais que já não é a primeira vez que acontece, você tem razão de se sentir assim, e a pessoa se irrita, passando a defender o(a) namorado(a), que não é assim como eu estou colocando, que da outra vez não foi assim, etc., e me atacar por eu ser negativo!
    Quis ser compreensivo com alguém por quem me importo e quero ver bem, mas me tornei antipático por alguma razão.
    Quais foram meus erros? Se uma pessoa se abre para mim, é porque confia em mim, senão nem contaria nada, mas no entanto alguns reagem mal à minha preocupação, ainda que seja sincera.
    Fiz realmente algum julgamento indevido? Errei em concordar, ainda que eu estivesse sendo sincero? O que deveria ter feito para agir certo, ajudar as pessoas a se sentirem melhor e não criar essas irritações? Obrigado!

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    Respostas
    1. Pois é João... Por mais que você esteja certo nas suas, colocações as pessoas estão mais interessadas em serem escutadas do que realmente resolver o problema. No link "A arte de conversar" (em azul dentro do texto) dou algumas sugestões que podem te ajudar.
      Ao invés de se aprofundar no problema diga palavras de incentivo:

      Você vai melhorar. Deve ter sido só um mal jeito
      Isso é só uma fase, ele (a) vai voltar a te tratar como você merece.
      Entendeu? Não se aprofunde de vez no problema, as pessoas gostam de enganar.
      Você não mostra o problema se não puder apontar solução, isso acaba com as pessoas.
      Só se fala mal do namorado de uma menina se estiver a fim de ficar com ela: Ele não te valoriza, mas eu saberia te dar valor... Aqui também se tem o problema e a solução.

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  2. Entendi. A menos que se tenha um solução clara, as pessoas se sentem melhor quando têm o seu psicológico tratado do que quando têm o seu problema tratado, mesmo que até tenham consciência que estão sendo "enganadas" de certa forma, certo? Deveria ser bem óbvio. Que pena que não pensei nem li sobre isso antes. Mas vou tentar agir diferente no relacionamento com meus amigos agora. Obrigado!

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