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O meu filho não se abre comigo

     Talvez você esteja notando que o seu filho ou filha não anda bem nos últimos tempos, no entanto quando se aproxima ele (a) se afasta ou se fecha. Talvez você sinta falta do tempo em que vocês conversavam e seu rebento lhe procurava para falar de tudo. O problema é que agora você tenta conversar, mas seu filho (a) permanece em silêncio ou simplesmente te deixa falando sozinho (a).

Isso não acontece apenas com você
    Se você leu alguma coisa sobre psicologia da adolescência, deve ter visto que tal comportamento é natural da idade, porém isso não é inteiramente verdade. O fato é que os adolescentes de décadas passadas agiam de modo diferente, porém esse bloqueio de dialogo entre pais e filho adolescente tornou-se algo universal. Isso se deve a forma como a nossa sociedade está organizada na atualidade. Entretanto você não precisa viver alienado, existem coisas que você pode fazer para transpassar essa barreira de silêncio e indiferença.

Por que os adolescentes não conversam com os pais?

   
      Os jovens costumam a acreditar que seus pais e todos os adultos são muito conservadores, que são incapazes de entender como funcionam as coisas hoje em dia. Não acredite nisso, por mais que as coisas mudaram os problemas são os sempre os mesmos: necessidade de aceitação dos amigos, relacionamentos amorosos e a aproximação da vida adulta.

   Psicólogos especializados em adolescência ressaltam que o maior responsável pelo distanciamento dos adolescentes é o seu desejo de ser independente e resolver os seus problemas sozinhos. Isso faz sentindo afinal eles estão se tornando adultos e foram preparados para isso.
   O terceiro fator é o medo da reprovação dos pais. Você provavelmente já teve a oportunidade de conversar com alguém que a cada palavra que você dizia fazia ela respondia com uma careta de censura. Responda-me: dá vontade de conversar com alguém assim? Não estou dizendo que deve aprovar ou apoiar os maus comportamentos dos seus filhos, porém quando uma pessoa se abre com você, ela necessita sentir-se acolhida e sua desaprovação constante só criará um murro entre vocês.
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Como fazer meu filho se abrir comigo?

    É bem possível que a sua atual situação com o seu filho (a) tenha raiz no período de infância dele (a). Se vocês nunca tiveram diálogos abertos enquanto ele (a) era criança, fica difícil estabelecer essa relação na chegada da adolescência. Entretanto você pode agir de modo a não deixar essa situação piorar e quem sabe até mesmo afastar o fantasma do silencio e indiferença na sua vida:

Se mostre disponível
    Reserve um tempo para promover o diálogo. Conversar na hora da refeição já é um bom começo. Ao invés de cada um pegar o seu prato e sentar diante da televisão (como infelizmente tornou-se hábito no nosso país), convença sua família a se sentar ao redor da mesa e discorrer sobre como foi o dia de cada um.
   Aproveite os trajetos de carro para conversar, ou nos momentos em que estiverem assistindo TV, qualquer momento pode ser usado para se aproximar e demonstrar que está disposto (a) a conversar. No entanto não force a barra, não é por que você está disponível que o outro é obrigado a falar, a proposta aqui é que seu filho ou filha volte confiar em você aos poucos.

Demonstre interesse
   Assuntos de adolescentes parecem bobos e triviais para um adulto, porém se você demonstrar tédio ou desinteresse pelo que o seu filho (a) estiver falando vai fazer com que ele ou ela recue novamente.  
   Escute atentamente tudo o que for dito até o fim, ainda que você não concorde. Ao invés de censurar faça-o (a) refletir sobre o que ele (a) está dizendo perguntando a opinião dele ou dela sobre o assunto.

Domine as suas emoções
    Não se deixe dominar pela raiva, medo ou outros sentimentos negativos durante suas conversas, quanto mais ponderado e coerente você se mostrar mais seu filho (a) vão te enxergar como alguém em que se pode confiar.

Vá alem das palavras
     Lembre-se que a maior parte da comunicação humana não se dá através das palavras. O Tom da sua voz e suas expressões faciais podem tanto transmitir solidariedade e afeição quanto reprovação.

Não seja arbitrário
    Você não vai chegar a lugar nenhum tentando obrigar seus filhos a te obedecerem cegamente. Ao invés de usar a força, ameaças ou falar coisas como “sou quem pagas as contas” e “essa casa é minha”. Use a razão mostre através de argumentos concretos por que o seu ponto vista está certo. Esse exercício poderá clarear não apenas o pensamento do jovem, como também te fará refletir se o que você está propondo é justo ou não.

Assuntos delicados
     Talvez seja doloroso para você perceber que o seu rebento está crescendo e se tornando independente. Por isso os pais nunca acreditam que os filhos estão prontos para namorar, casar, trabalhar ou estudar longe. É possível que você acredite (e pode ter razão) de que seu rebento não tenha maturidade suficiente para lidar com esses e outros assuntos sobre os quais ele (a) queira lhe falar. Porém se você conseguir conversar a respeito de tais temas estará abrindo portas para que seu filho (a) passe a falar de coisas mais intimas. 

Acerte os ponteiros com seu cônjuge
     Seja para dar inicio a diálogos ou para estabelecer limites com os filhos, os pais precisam estar falando a mesma língua. Se cada membro do casal agir de forma contradiória o filho ficará confuso ou escolherá a posição que lhe for mais conviniente.

Aceite: você não vai saber tudo sobre o seu filho
    Como pai ou mãe você tem a responsabilidade de zelar pelo bem estar do seu filho (a). Mas isso não lhe dá o direito de incomodá-los o tempo todo com perguntas infindáveis ou invadir a privacidade deles.
    Agir de maneira intrusiva fará com que seus filhos e afastem ainda mais. Existem ocasiões em que o adolescente vai preferir se calar,  caso isso ele (a) deve ser respeitado.   

Use o bom humor, mas não o sarcasmo
   O bom humor tira da conversa o tom sério e chato que ela pode carregar, o que é ótimo para diminuir a tensão. Por outro lado usar de sarcasmo e ironia (coisa que muitos pais fazem) deixa o adolescente coagido e diminuído. Adolescentes são naturalmente inseguros e tendem a se retrair quando são vítimas de gozações.

Reconsidere os castigos e punições
   A punição é algo que deve ser muito bem pensada, pois quando ela é aplicada da maneira correta pode ajudar o jovem a voltar para caminho do qual se desviou. Porém, se a punição não for usada da maneira adequada, ela pode afastar ainda mais o filho dos pais.
    Um castigo não substitui a conversa, deve-se se falar a respeito do motivo da punição: o que foi feito de errado, as causas e as possíveis consequências do ato. O coerente é que o castigo seja planejado juntamente com o filho (a), pergunte-o que tipo de punição ele merece. Ao contrário do que você imagina as pessoas propõe a elas mesmas punições severas e costumam aderir mais a essas sanções do que as que lhe são impostas.
Filhos, disciplina e punições 

Demonstre seu amor
   Não deixe de falar e expressar para o seu filho que você o ama e que deseja o bem dele. Faça isso de todas as maneiras possíveis e não apenas com palavras. Mesmo que o seu lar esteja em guerra enquanto existir amor haverá sempre a esperança de que a paz um dia retorne.