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Hiperatividade: qual é o tratamento?

       

Muitos pais desconfiam que o seu filho seja hiperativo ou possui algum grau de déficit de atenção, outros ainda foram alertados sobre essa possibilidade por professores ou amigos. Por vezes esses pais não sabem como proceder e o que fazer para ajudar os seus filhos. Para ajudar pessoas esses pais e ainda adultos hiperativos é que escrevo esse artigo.

Como é feito o diagnóstico de hiperatividade ou TDAH?

        Saber que o problema do filho tem um nome e que existe tratamento para ele costuma trazer grande alivio para os pais que em muitos casos se sentem culpados ou são acusados por saberem dar limite para o seu filho.

        Em geral o diagnóstico é feito por um único profissional (médico ou psicólogo), porém o ideal que seja feito de maneira interdisciplinar (neurologista, psicólogo e psicopedagogo). Partindo desse diagnóstico inicial o profissional ou os profissionais irão decidir qual o tratamento será adotado. Se quiser entender mais sobre esse problema leia o artigo: O que é hiperatividade?  Causas e Sintomas.

Qual é tratamento para Hiperatividade ou TDAH

        O tratamento habitual para esse distúrbio é a combinação de medicação e psicoterapia. Existem divergências entre os profissionais sobre a necessidade de ambas, sendo que alguns defendem que o tratamento farmacológico sozinho já traz resultados e outros que a terapia cognitiva comportamental é tão eficiente quanto à medicação e não trás efeitos colaterais. Todavia estudos demonstram que a combinação dos dois processos traz melhores resultados a curto e longo prazo.
   

Leia também:
·         Como disciplinar filhos

Tratamento medicamentoso para TDAH

           A Ritalina (dexanfetamina) é a medicação mais utilizada para o tratamento da Hiperatividade, entretanto outra droga pode ser proposta. Essa escolha vai depender da existência de outra doença associada ao problema (comorbidade), efeitos colaterais, potencial de abuso e preferência da família e/ou criança.

Existem efeitos colaterais? Praticamente toda a substância, seja ela sintetizada pelo homem ou não, vai apresentar efeitos desejados e efeitos adversos. No caso dos medicamentos isso não é diferente, o que a família precisa avaliar e se o risco da medicação (Sim! Risco e não certeza) é maior ou menor do que os problemas acarretados pela doença.

Quais são os efeitos colaterais? 

Falta de apetite, diminuição do sono, dores abdominais, dores de cabeça, boca seca, náuseas, tremor, taquicardia, diarreia e dores no peito. Em que caso de doses mais elevadas podem ocorrer confusões mentais, ataques de pânico e aumento da agressividade.

   
Atenção! Cabe ressaltar que a maioria dos efeitos colaterais acima citados são raros. Caso ocorram, eles costumam desaparecer logo após o ajuste da medicação ou da sua interrupção. Apesar de ocorrer à diminuição do apetite, a criança costuma passar a se alimentar melhor por ter mais paciência em ficar a mesa. O sono também passa a ser mais tranquilo (é o que relatam os pais) e as enxaquecas, queixa comum entre os hiperativos, tendem a diminuir sob o efeito da medicação.

Atraso no crescimento: um dos problemas associados ao uso da dexanfetamina é que aparentemente ela desacelera o processo de crescimento da criança e do adolescente. Tal problema costuma desaparecer tão logo o medicamento é descontinuado. Porém o acompanhamento de um pediatra ou hebiatra faz-se necessário.

O medicamento é sempre eficaz? Nada é 100% eficaz e a medicação não é diferente. Estima-se que 75% das pessoas que utilizam dexanfetamina notam a diferença e existe uma melhora significativa no comportamento. Outros 25% não notam altercações expressivas, tais percentagens são condizente a outros medicamentos psiquiátricos.

        Em longo prazo (6 meses em média) muitos usuários desenvolvem tolerância ao medicamento e não sentem mais os seus efeitos ou os tem diminuídos. Por esse motivo muitos especialistas concluem que a dexanfetamina é uma solução provisória até que se possa colher os frutos do trabalho psicoterapêutico.  

Sinto-me culpado (a) por dar medicação ao meu filho!
      Se o seu filho tivesse diabetes, asma ou qualquer outro problema de saúde você se sentiria culpado (a) por dar a ele algum tipo de medicação? Então por que se sentir culpada (o) por tratar com medicamentos uma doença psicológica e/ou comportamental?
   Quero deixar claro que eu, Cesar Borella, sou contra o uso indiscriminado de psicofarmacos. Em muitos casos (Muitos mesmo!) o que é considerado “hiperatividade” é o resultado de lares confusos e problemáticos, nessas situações drogar a criança não é uma solução.  

Posso diminuir por conta própria a dosagem da medicação?
   Provavelmente você notou que a dexanfetamina é um subtipo de anfetamina. Uma das principais características das anfetaminas é que eles deixam o seu usuário mais agitado e ansioso. O que garante que a dexanfetamina tenha exatamente o efeito contrário das outras anfetaminas, deixando que se utiliza dela mais centrado e calmo, é sua dosagem. Alterar essa dosagem pode acarretar o que os farmacêuticos chamam de “efeito rebote” que consiste em obter o resultado reverso do que se espera da medicação. Assim ao invés do seu filho se tornar mais calmo, se você alterar a dosagem sem o consentimento do médico, poderá ter uma criança mais agitada.

Psicoterapias para TDAH ou Hiperatividade

 Terapia Cognitiva comportamental (TCC)
        Diferentemente de outras formas de psicoterapia que trabalham a mente inconsciente, a terapia cognitiva trabalha a justamente a parte  consciente da mente humana. Seu foco é no momento atual e não em questões enraizadas no passado como ocorre, por exemplo, na psicanálise. Ela baseia-se na premissa que pensamentos errôneos geram os comportamentos inadequados, ajudando o individuo a modificar sua forma de pensar ele irá mudar sua postura. 
    
        Assim como praticamente todos os outros tratamentos propostos para TDAH à terapia cognitiva comportamental tem a sua eficácia questionada por alguns médicos e psicólogos. Alguns especialistas sugerem que a TCC é um tratamento eficaz sozinho não necessitando de outros remédios (tratamento medicamentoso), já outros acreditam que a medicação surte o resultado desejado e que não existe a necessidade de outras formas de terapia.

Psicoterapias analíticas
         Psicanálise, Psicologia analítica, Fenomenologia e outras formas de terapia analítica. Podem ser de grande ajuda para o hiperativo, contudo talvez não tanto na infância uma vez que tal forma de tratamento pode não bem aceito e compreendido pelas crianças. Já na adolescência e vida adulta, onde surgem diversos conflitos, esse tipo de tratamento ajuda a lidar melhor com a vida e suas dificuldades.

Terapia familiar
        O ambiente familiar problemático é apontado como uma das causas do surgimento dos sintomas de Hiperatividade em crianças. Lares onde existam brigas constantes, alcoolismo, pais depressivos ou com outros problemas psicológicos e emocionais são propensos a gerar crianças hiperativas e com problemas de conduta. Nessa hipótese o problema não está na criança e sim na organização e relações da sua família. Esse tratamento mostra-se muito eficaz.

Programa de treinamento e orientação para pais
       

Visa treinar os pais para que estes desenvolvam as habilidades necessárias para lidar com seu filho hiperativo. Em geral funcionam em formato de oficinas onde são abordados temas relacionados ao assunto bem como discussões e palestras com especialistas.

        Seja qual for o tratamento que você escolher para o seu filho, lembre-se que o carinho e a compreensão serão sempre necessários.
        Não desista se o os procedimentos adotados não estiverem surtindo o resultado que você esperava, por vezes uma melhora significativa demanda tempo. 

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  1. gostei !!muito esclarecedor estava me sentido perdida com o diagnostico do meu filho! obrigado

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  2. ESTOU ME SENTINDO NUM BARCO A DERIVA, NÃO SEI O QUE FAZER

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  3. As vezes penso o que sera do meu filho? Por causa desse comportamento! Preciso de ajuda, conselhos de como posso ajudar meu filho ele e muito inquieto, nao obedesce é rebelde, nao se concentra nem em assistir um desenho na tv. Ele é super inteligente e observador. Aprende só olhando é muito curioso. Quero poder ajuda-lo mas nao sei como.

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  4. Estou passando uma fase bem dificil com meu filho , que tem TDAH e Hiperatividade nenhum medicamento esta tendo resultado , seu comportamento na escola é agressivo , e fala sempre gritando com todos , estou perdida , olhando estas explicações vejo ke é bem mais complexo.

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  5. Realmente todos que temos um filho ou parentes próximos, deveríamos participar de consultas tbm, meu filho tem 7 anos e com o tempo só piorou a situação dele, ele já está na quinta escola e com todas elas tive problemas, me sinto insegura e sem saber o q posso fazer para o ajudá-lo, ele está na terapia c uma profissional muito boa, porém ainda está muito cedo para notarmos resultados, tem horas que parece que nada irá adiantar. Mas sei q esse problema é nada diante de tantas outras coisas mais graves q acontecem ao nosso redor.

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