Meu filho (a) anda com más companhias

   

Durante a adolescência os jovens tendem a dar muito mais importância à companhia e a opinião dos amigos do que a família. Isso se torna tão evidente que os pais passam a temer que a má influência de algum “rebelde sem causa” desvirtue a boa educação passada para o seu rebento. Antes de se desesperar considere algumas coisas:
 

    Se você está lendo isso imagino que não seja mais um adolescente, e com certeza deve guardar na sua lembrança as orientações e até mesmo as broncas dadas pelos seus pais. Como psicólogo posso lhe garantir que as palavras ditas pelos pais dificilmente são esquecidas e completamente ignoradas. Com isso que afirmar que se você orientou bem o seu (sua) filho (a) não vai ser na primeira oportunidade que ele (a) vai se perder. E se não orientou ainda há tempo. 

   Você também deve considerar se não está sendo apenas preconceituoso (a). Será que você realmente conhece essa criatura que você considera prejudicial ao seu filho (a)? Convide a má companhia para ir a sua casa e aproveite para conversar, você pode descobrir que por trás de uma aparência estranha e agressiva existe uma criança meiga e gentil que muitas vezes está precisando da orientação de alguém mais velho (que na situação pode ser você).         Um pai que eu atendo decidiu seguir essa orientação alegando: “Mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda”. Outro motivo para se aproximar da má companhia é que já que ela influencia diretamente o seu filho por que não usar isso a seu favor?

Como se aproximar dele? Convide-o para ir a sua casa, não o espante quando ele estiver lá. Puxe conversa sobre coisas que o interesse como a roupa que está vestindo e seus assessórios (brincos, pircyng, tatuagens etc.). Evite fazer julgamentos e dar conselhos logo de cara, pois muita gente já faz isso. Faça um lanche quando ele (a) estiver lá ou compre uma pizza. O mesmo tipo de coisa que agradaria o seu filho (a).  

Devo proibir meu filho de andar com quem eu considero má companhia? Esse pensamento é realmente tentador, porém por tudo que eu já pesquisei e pelas experiências que tenho, proibir só torna a má companhia mais interessante, além disso, sua decisão pode ser considerada injusta o que causa no adolescente a vontade de se rebelar contra ela. 

O que fazer então? O dialogo aberto e franco é sempre a melhor solução. Pergunte ao seu filho (a) sobre o amigo (a) ou amigos (as), fale o que pensa sobre o fato dessa companhia, sobre os riscos que você acredita que ele (a) está correndo, o que você teme. Fale de coisas concretas e não de suposições. Tente negociar os horários e dias da semana para a convivência entre seu filho (a) e o amigo que você considera prejudicial.  

Procure conhecer os pais dele (a): uma boa forma de conhecer melhor essa pessoa que está “estragando” seu filho (a) é conversando com os pais dele (a). Sabendo quem eles são você pode ter um parâmetro dos valores que foram passados para o jovem e dependendo de quem são esses pais vocês podem cooperar para solucionar o problema. Depois de um a boa conversa é possível você perceber que é o seu filho que está sendo a má companhia. 

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