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   Castigos  educam filhos?

       

Punir e castigar os filhos são realmente formas de educar? Será que fazer isso vai deixar o meu filho traumatizado? Existe uma forma correta de aplicar punição em crianças e adolescentes? Quando falamos de educar crianças e adolescentes nem um assunto é mais polemico do que a punição, principalmente entre os psicólogos. No senso comum todo o psicólogo (a) é extremamente contrário a qualquer tipo de punição usando a alegação de que isso pode causar um “trauma psicológico” na criança, porém isso está bem longe de ser um consenso entre os profissionais e cientistas. Lembro também que a Psicologia atual considera que traumas são coisas bem menos vulgares.

É necessário punir nossos filhos?

        Existem formas mais eficientes e menos controverso para se educar do que a punição ou o castigo, entretanto todas elas demandam tempo para aplicar e para obter resultado que os pais, principalmente os atuais, não dispõem. A punição trás resultados rápidos, desde que seja aplicada da maneira correta, além de evitar problemas futuros. Então sim a punição é necessária, pelo menos ás vezes. Se você é contrário a tal afirmação basta lembrar que toda a relação humana é cerceada por possíveis punições caso um das partes sai da “linha”: Multas, divórcios, brigas, prisão e agressão física podem ser aplicadas a você pela justiça, pessoas comuns, empresas, amigos e consortes.

A punição educa criança e adolescentes?
       
    Se por educação você estiver se referindo a fazer com que uma criança ou adolescente encaixe seus comportamentos dentro daquilo que a sociedade considera aceitável então sim, a punição educa.
         Se por educação você estiver se referindo a criar um cidadão crítico consciente de seus direitos e de deveres então não, a punição não educa. A punição gera uma mudança de atitude que pode ou não ser compreendida melhor no futuro.

Antes da punição crie regras claras
        A criança/adolescente precisa ter plena ciência do que pode e não pode fazer, das suas obrigações e proibições. Sem isso qualquer forma de punição é injusta. Usar argumentos do tipo “você já está na idade de saber que deveria...” é uma covardia com seu filho (a), você é quem deve dizer a ele ou ela o que é certo e o que é errado e não esperar que o jovem simplesmente descubra sozinho.
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Quando a punição deve ser aplicada?
       

Para ser efetiva a punição ou castigo devem ser aplicadas na hora em que o comportamento inadequado surgir. Quanto mais imediato for a punição melhor o efeito que ela causa principalmente para as crianças pequenas, para essas se o castigo for  muito tempo depois da travessura ela simplesmente não irá conseguir associar uma coisa a outra.
        Para as crianças mais velhas e adolescentes a demora em receber a pena traz a ideia de impunidade (como ocorre com os políticos do nosso país). Por isso não pode tardar a se corrigir de maneira adequada as más ações.

Tipos e formas de punição
        
         Dentro da visão behaviorista (linha da Psicologia) existem dois tipos de punição: a positiva e a negativa

Tipos de punição
Punição Positiva: O nome positiva não quer dizer que ela é boa ou melhor que a outra, quer dizer simplesmente quer dizer que alguma coisa vai ser “dada”, no caso pode um castigo, uma nova obrigação, etc.
Punição Negativa: Algo que a criança/adolescente gosta é retirado (daí o negativo) como, por exemplo, não poder brincar com os amigos, jogar videogame, sair à noite, tirar mesada, etc.

Formas de punição
        Referem-se a que formato o castigo vai ter, na verdade eles são inúmeros, mas podem ser agrupados em duas categorias:
Declaração de supremacia: são todas aquelas em o adulto se utiliza de sua força, autoridade ou capacidade financeira para punir a criança ou adolescente. Gritar, tirar algo, mandar para o quarto, colocar de castigo estão dentro dessa categoria.
Supressão do amor: são todas aquelas que a criança ou adolescente se sinta triste, culpado ou envergonhado pelo que fez.  Para isso o adulto precisa demonstrar que ficou desapontado ou magoado com o filho (a) Deixar de falar com filhos, tratá-los com frieza ou indiferença, dizer que eles te decepcionaram entra nessa categoria.

Quando a punição não funciona
        “Eu castigo meu filho, mas ele não muda, continua fazendo a mesma coisa”.  Eu já ouvi essa frase milhares de vezes e em regra ela acontece por conta da punição está sendo aplicada da maneira errada:

Branda demais ou que não faça sentido: para funcionar uma punição precisa ser algo que seja aversivo para a criança ou adolescente, não adianta querer punir com algo que ele (a) não se importe ou até goste. Dar por castigo uma semana sem telefone para um adolescente que tenha poucos amigos não é punição, do mesmo modo nenhuma criança/adolescente (normal) vai se entender como castigo ficar sem arrumar o quarto.

Castigo menor que o erro: a punição precisa ser proporcional àquilo que foi feito de errado, se para a criança ou adolescente a pena compensar o crime ele vai fazer (você também faria). Por exemplo, para um adolescente que gosta de sair muito mais do que de videogame, compensa sair escondido se a pena for ficar um mês sem videogame.

Você dá para trás: Seja constante e coerente se disse que ia dar determinado castigo dê. Não volte com a sua palavra, não diminua a pena e nem tempo dela isso trás em você não a imagem de benevolente e sim de inconstante o que dá ao jovem a noção de impunidade ou que saiu ganhando no final da história.

Você se arrepende e tenta compensar: Pior do que voltar atrás com uma punição é tentar compensar o filho por ter dado uma pena: comprar presentes, levar para passear, pedir desculpas, ficar mimando etc. Isso pode parecer recompensador para a criança e que terá dois benefícios o que fez de errado a primeira vez e recompensa que vem junto com o arrependimento dos pais.

Seu afeto não tem sido suficiente: para que a punição surta efeito também é necessário que a criança/adolescente nutra grande afeição pelos pais ou educadores principalmente nas de supressão de amor, afinal quem se importa em magoar alguém que não se gosta ou não se importa? Quando o jovem ama e sabe que é amado pelo adulto que o puni, ele entende que a punição é algo benéfico e tenta atender as expectativas do educador, mas se não existe carinho pelo adulto a criança/adolescente pode enxergá-lo como um tirano que deve ser desafiado, e por isso irá fazer de tudo para lhe contrariar. Lembre-se de que alguém que dá castigo, mas não dá carinho não um pai, mãe ou educador e sim um carcereiro, um carrasco.


Por que você volta atrás ou se arrepende das punições
        Se arrepender das punições aplicadas ou tentar recompensar os filhos pelos castigos que sofreram acontece em geral por você:

Não pensar direito antes de dar o castigo: deixar o seu filho (a) sem assistir televisão pode virar um castigo maior para você do que para ele (a), imagine uma criança durante um mês sem ter nada para fazer? Por essa razão pense bem no corretivo que irá aplicar aos seus filhos.

Não gostar do conceito de punição: A ideia de punir alguém que se ama traz certo desconforto, entretanto é preciso lembrar que punição não é mau tratar e sim ensinar a maneira correta de se agir. Uma criança indisciplinada tem maior dificuldade em fazer e manter amigos, é restringida de frequentar certos lugares e tem maior chance de machucar a si mesma e outras pessoas. Quero dizer que não punir é em geral mais cruel (e covarde) do que punir. Não tema parecer um vilão, se você é um pai ou uma mãe carinhosa essa ideia nunca cai surgir na mente dos seus filhos.

Age com raiva: a raiva faz com que a sua pena seja mais severa do que o necessário e por essa razão é natural que depois de ter se passado o ataque de fúria se reconsidere o castigo dado. Por essa razão se você estiver com raiva ou estressado o ideal é parar e se acalmar um pouco antes de querer aplicar algum castigo.

Palmada e castigos físicos servem?

      Durante a minha graduação, eu trabalhei como auxiliar de creche (ADI), passava oito horas por dia cuidando de 20 a 25 crianças e nunca precisei utilizar esse recurso para ser ouvido ou respeitado. Por essa razão eu sou contra castigos físicos e severos contra crianças eles são desnecessários e trazem mais prejuízo que benefício. 

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