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Por que os conflitos aparecem no casamento?

  
Algumas pessoas costumam atribuir as brigas de casal a fatores exclusivamente externos, em alguns casos são questões místicas ou espirituais é que levam a culpa. Entretanto atritos surgem em qualquer lugar que haja interação social: família, trabalho, escola, faculdade, vizinhança, trânsito, etc. Pessoas se desentendem por que possuem personalidades diferentes, valores diferentes, por que compreendem o mundo de forma distinta.  E no casamento isso não é diferente.
    De modo geral os conflitos surgem quando algo novo acontece, um problema que antes não existia passa a existir, algum desejo ou aspiração aparece em um ou nos dois membros do casal. Como cada pessoa é única, cada dos pares têm visões diferentes de como lidar com o novo momento. Isso era para ser algo bom, afinal expondo os dois pontos de vistas o resultado deveria ser uma compreensão melhor da nova situação, entretanto em muitos casos essa passa a ser a raiz das brigas.
       O que ocorre com muitos casais é que ao invés de procurarem a melhorar solução para a questão, o marido e/ou esposa tentam impor ao outro seu ponto de vista sem escutar verdadeiramente o par tem a dizer.
     Os conflitos também podem surgir quando um dos integrantes do casal entende que está sendo prejudicado por certo comportamento do outro (ciúme, por exemplo). 

Saiba mais:
 
Resolvendo conflitos dentro do casamento

Etapa 1: Reflita sobre o problema.
     A maioria dos especialistas em relações conjugais aconselha que o casal reflita junto sobre o problema, mas é impossível que você consiga dialogar com alguém sobre qualquer assunto antes de ter pensado sobre esse assunto, se pular essa etapa sua compreensão sobre o problema será superficial. Quanto mais refletir sobre a questão, mais surgiram ideias e melhor você irá compreender o ponto de vista do cônjuge.

Dicas para essa etapa:
  • Nesse primeiro passo é necessário que você seja sincero com você mesmo e não fique inventando desculpas para os seus motivos.

   Etapa 2: Expondo o seu ponto de vista
     Nessa fase o casal deve exprimir a sua opinião sobre o problema ou causa do conflito e como isso pode ser resolvido. Ambos devem ter a oportunidade de falar o que pensam sem ser interrompido. É necessário que o diálogo atenha-se ao problema atual e não a coisas do passado.

Dicas para essa etapa:
  • Marquem um horário e local para conversar
  • Evitem esse momento se estiverem nervosos ou preocupados com outro assunto.
  • Não levantem a voz, fale com calma e paciência.
  • Escute o que o outro tem a dizer e não fique falando junto.
  • Sejam leais. Não ataque a fraqueza do outro, não faça chantagem e evite falar de erros do passado, isso não vai levar a nada.
  • Não ofenda e não ameace, isso são apenas meios de coagir e não forma de resolver problemas. Tal comportamento só irá aumentar os conflitos.
  • Não recrimine o outro por seu ponto de vista.
Etapa 3: Examinado as diferenças e semelhanças.
     Após se ouvirem, casal vai deparar com um mapa mais claro da situação, provavelmente surgiram dúvidas e preocupações em comum. Se atentem aos sentimentos, desejos, expectativas, temores, medos e valores (morais e financeiros) relacionados ao caso.  O objetivo dessa etapa é encontrar um consenso entre as vontades e preocupações dos dois.  Foquem no que vocês concordam, nos pensamentos e sentimentos que vocês compartilham. Em alguns casos é fácil encontrar pontos em comum, já em outros é necessário procurar um pouco mais a fundo.
 
  Dicas para essa etapa:
  • Sejam sinceros no que expõem: emoções e pensamentos.
  • Procure entender o ponto de vista do outro. Use sua empatia (capacidade de compreender e se por no lugar de outra pessoa)
Etapa 4: Encontrando a melhor solução
    É possível que assim que expuserem seus pontos de vistas, vocês já encontrem uma solução que satisfaça a ambos, porém se isso não aconteceu criem uma lista com todas as soluções possíveis. Pensem todos os prós e contras de cada uma delas. Não se esqueçam de que as soluções devem contemplar a resolução do (s) problema (s), bem como as aspirações e necessidades de ambos.

Dicas para essa etapa:
  • Procurem por soluções reais e mensuráveis.
  • Pensem em soluções alternativas, para caso a primeira falhar ou não for aplicável.
  • Pense nas exceções, pode haver situações ocasionais em que essa solução não será eficaz. Então reflita sobre o que fazer nesses casos.
  • Faça um plano de ação. Não vai adiantar planeja e não agir, por isso decidam quando começar, como e qual será o primeiro passo.
  • Avaliem o resultado. Depois de aplicar o que foi decidido talvez seja necessário avaliar se o que foi resolvido está trazendo um bom resultado ou não. Por isso talvez seja necessário estabelecer uma data para discutir novamente o problema.
Existe solução perfeita?
     Existem situações em que ambos saíram completamente satisfeitos com a decisão. Em outras circunstâncias isso pode não acontecer. Talvez por que o processo não foi seguido fielmente, e uma das partes não manifestou tudo o que pensava (por timidez ou medo da repressão) ou não teve seus anseios respeitados. Entretanto existem situações em que o tipo de conflito não dá margens para uma solução completamente satisfatória:


Tipos de conflito
Conflito repulsão-repulsão: é tipo de conflito em que todas as soluções são desagradáveis, dessa forma decide-se por aquela que for menos negativa.

Conflito atração-repulsão: é o mais fácil de resolver, existem soluções que são repulsivas e outras que são atraentes.

Conflito atração-atração: todas as alternativas parecem boas, dessa foram deve-se optar por aquela que traga mais benefícios e que parecer mais segura.

Conflito dupla atração-repulsão: todas as hipóteses parecem ser boas, mas podem trazer resultados negativos. Esse é tipo de conflito mais difícil de resolver. 

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  1. As pessoas , os casais no caso muitas vezes tem dificuldade pessoais em entender o outro. Tem suas próprias percepções e se guiam por elas. Há uma dificuldade em aceitar o espaço, o pensamento, os sentimentos do outro. Na maioria um dos cônjuges querem dominar a relação. Isso é um problema mais abrangente. Na verdade os indivíduos como um todo são muito centrados em si mesmos, no que acham que é certo ou errado. É preciso ampliar essa percepção, a visão de mundo, aprendendo a tolerância o respeito, a pluralidade da vida!!!

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    1. Sim as pessoas são egocentradas e costumam olhar apenas as sua próprias necessidade e desejos. Mas através do diálogo você passa a conhecer as necessidades do outro de forma tão clara que não é possível negar. E através desse conhecimento surge a empatia (a não ser que você seja um sociopata). A tolerância e o respeito surgem a medida que você passa a perceber que o outro é um ser muito parecido com você, possui os mesmos anseios e temores só é levemente diferente . o dialogo e a compreensão do outro é exatamente o que este exercício se propõe a fazer.

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    2. Achei o comentário do Celso Antônio Bernardes ele foi muito sábio na sua colocação

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  2. ....Eu fico sempre presa as ex namoradas, ficantes e aos possíveis reencontros. Se ele irá vacilar, se render, enfim, uma infinidade de coisas que se passam na minha cabeça. Vasculho as redes sociais, o celular, o e-mail e tento sempre fazer com que ele não saiba que o fiz, mas quando a minha cabeça fica maquinando as mil coisas que um trecho, frase ou algo possa representar acabo dando um jeitinho de perguntar, pensando que ele não vai saber o que eu fiz. Ledo engano, pois, percebi que antes ele não se preocupava em deixar celular, e-mail e etc abertos, com receio de que eu fosse olhar. Hoje no entanto, ele tenta se precaver de todas as formas possíveis e ainda assim eu consigo uma coisa ou outra. De fato nunca acho algo que eu possa dizer: Ele está realmente me traindo! Mas, fico usando de trechos que talvez não digam nada para criar algo ou me convencer do que eu pensei seja realmente uma traição. O fato é que sinto que já estou o sufocando e não me sinto bem. Queria não ser assim... mas, não sei como de fato fazer algo para me mudar. Parece que esse sentimento já faz parte de quem eu sou quando encontro alguém que realmente amo. Tenho medo da perda, da solidão... Depois que minha mãe faleceu, pouco tempo depois meu pai se aposentou e foi morar em outro estado e a relação com meu irmão se distanciou ainda mais. Só tenho meu filho e desejo ter uma vida mais estável financeiramente falando por ele e por mim, mas até nisso eu me saboto. Sei o caminho que devo seguir, como estudar para conseguir o que quero, mas me vejo fazendo outras coisas, parecendo que algo me trava ou preguiça, sei lá.... Sei que até para construir o casamento que tanto sonho com o meu namorado necessito correr eu também atrás de melhorias, já que eu o convenci a estudar, ele se dedicou e conseguiu êxito e eu nada ainda, também pudera, não me esforcei metade do que ele fez.

    Ando me sentindo fraca, fracassada, dentre outras coisas... Supervalorizo as qualidades dele e me inferiorizo. Já cheguei ao cumulo de perguntar o que ele fazia comigo, tendo em vista que eu só tinha defeitos.

    Sinto que talvez eu nem me reconheça mais. Porque com todos os problemas que eu tinha no passado ainda assim eu conseguia ser feliz, divertida, as pessoas riam horrores comigo. Hoje não sinto essa alegria. Fico sempre pensando eu não consigo ser aprovada no concurso que almejo, não consigo estabilidade financeira, e vivo em função de abrir mão de viagens, amigos, cervejinha e etc para estudar, mas não faço com afinco.


    Acho que estou surtando né?

    Enfim, o assunto principal deveria ser o ciúmes e esse acho que já provei sentir de sobra. Estou cansada... quero poder viver em paz, mas quando percebo já estou errando.

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