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Cesar Augusto S. Borella. Tecnologia do Blogger.

Automutilação o que é isso?
   

    No meu estágio de psicologia clínica da faculdade tive o primeiro contato com uma paciente que se autoagredia causando cortes na própria pele. Desde esse período atendi muitas pessoas com esse mesmo sintoma incluindo uma senhora que veio me procurar com os braços ainda sangrando pelos os cortes que ela acabara de fazer com uma faca de cozinha.
   Esse comportamento/sintoma costuma causar grande desconforto a quem lhe presencia e geralmente é confundido com tentativa de suicídio, pois braços (incluindo pulsos) são frequentemente os alvos das automutilações.
  Saiba mais:
O que é automutilação?
     É qualquer ato que visa conscientemente lesar ou destruir partes do próprio corpo sem que isso tenha nenhuma intenção de suicídio. É um sintoma comumente relacionado ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas também aparece em pessoas com depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, bulimia, anorexia, vitimas de bullying, esquizofrênicos entre muitos outros.
     Existem diferentes formas de automutilação entre elas encontramos: reabrir feridas (dermatolilexomania); morder o próprio lábio língua ou braços; queimar-se com cigarros, produtos químicos, sal e até mesmo gelo; furar-se com objetos pontiagudos, beliscar-se e arranhar-se utilizando para isso as próprias unhas ou algum objeto cortante.
O que leva alguém a cortar a própria pele?
     Por que você se corta?  Recentemente fiz essa pergunta a uma adolescente e a resposta foi “Eu não sei, sinto uma coisa dentro de mim e para ela sair eu preciso me cortar” essa foi a melhor resposta que já ouvi de uma pessoa com esse sintoma, pois é comum elas possuírem grande dificuldade em expressar suas emoções e sentimentos. Nos outros casos em que fiz está pergunta paciente descrevia a sensação que o levava a se mutilar através de gestos (e caretas) que exprimiam um estado de desconforto e sufocamento.
    De maneira geral o automutilador sente grande dificuldade em expor seus sentimentos seja falando, chorando ou de qualquer outra forma, assim sendo cortar-se exprime melhor o que eles sentem.
O que querem dizer esses cortes?
    Como psicólogo aprendi que todo e qualquer ato humano é por si só carregado de significados e simbologia. A automutilação além de ser um ato humano é também uma tentativa de se comunicar ela, porém não está em linguagem clara e comum ao interlocutor, mas precisa ser interpretada uma vez que o locutor é incapaz de fazer isso sozinho.

  Colocando para fora: algumas vezes quem infringe cortes na própria pele diz estar tentando expor a dor que sente dentro de si para fora. Como se fosse possível trocar a dor emocional ou psíquica por uma dor física, uma dor que o outro pode ver, uma dor mais fácil de tratar.

   Eu mereço isso: não é incomum que os automutiladores sejam portadores de fortes sentimentos de inferioridade ou de culpa: “Eu sou uma estúpida, um lixo não sirvo para nada”; “eu mereço isso, ninguém gosta de mim” são frases que eu ouvi de duas pessoas distintas que cortavam os próprios braços. Dessa forma em alguns casos as mutilações ou cortes surgem como forma de se punir por essa pessoa tão repulsiva (na opinião do paciente). Essa fala provém de um sentimento de inferioridade. Muitas das pessoas que se cortam são os depositários de suas famílias, os bodes expiatórios aqueles que são responsabilizados por todos os problemas da casa. Adolescentes vítimas de críticas constantes podem apresentar esse sintoma.

   Cuida de mim: existem pacientes que fazem de tudo para esconder os cortes, usam roupas de mangas longas (mesmo no calor), inventam história para justificar as cicatrizes etc. Porém existem outros que não se preocupam com isso e por vezes se cortam na frente de outras pessoas (comum em TPB), em geral isso é classificado como uma forma de chamar a atenção, o que é tido como algo negativo mesmo por psiquiatras e psicólogo, como se a necessidade de chamar a atenção fosse algo condenável, mas se alguém precisa tanto do olhar do outro a ponto de trocar isso por dor e sangue a meu ver esse alguém precisa realmente de ajuda.
  
  Afaste-se de mim: a pele carrega em si uma simbologia que dá a ela um papel de órgão fronteira que separa o que sou eu do que não sou eu, é comum existir na fantasia do automutilador de que se está fusionado ou extremamente ligado à outra pessoa (principalmente em TPB) assim sendo os cortes podem simbolizar este incomodo de não se ver separado do outro, ao mesmo tempo a pele cortada causa no outro certo sentimento de repulsa o que força um afastamento.
  Pode parecer contraditório afirmar que o corte é um pedido de distanciamento sendo que logo acima o descrevi como um pedido de cuidado ou aproximação, mas se tratando de mente e cérebro o as idéias podem ser ambíguas e os opostos não se contradizem.

     Este corpo não é meu: o paciente acredita não ser dono de si, nem mesmo do próprio corpo nesses casos é possível que a mãe seja considerada a dona do corpo e ao ferir este corpo fere-se a mãe e não a si próprio. Essa fantasia é típica  em pacientes esquizofrênicos ou psicóticos.

Automutilação e compulsão

    Existem casos em que a automutilação surge como uma compulsão obsessiva ou maníaca, nesses casos o paciente possui toda uma rede de pensamentos e explicações que lhe são muito próprios (e geralmente só fazem sentido para ele) como, por exemplo, que uma determinada mão é má, ou que se ele não se cortar algo de ruim vai acontecer etc. Esses sintomas são mais comuns em quadros psicóticos.

     Pacientes autistas ou com algum tipo de rebaixamento intelectual podem apresentar quadros de automutilação, nesses casos os cortes ou lesões são provocados por ações repetitivas tais como bater a cabeça na parede ou por que o paciente não possui consciência da ação que pratica.  
Saiba mais sobre compulsões e manias

Existe cura para isso?
     Até agora não criaram um remédio específico capaz de curar ou tratar esse sintoma, porém a combinação de medicação e psicoterapia se mostra muito eficaz nesses casos. O tratamento medicamentoso tem a finalidade de controlar estados ansiosos ou depressivos, pois ambos esses dois fatores influenciam na incidência do comportamento de se automutilar. 
    A psicoterapia para o automutilador tem o objetivo tem auxiliar o paciente a compreender os próprios sentimentos e ensina-lo outras formas de se expressar e lidar com as sua frustrações. Em alguns casos (incluindo a adolescente que eu mencionei) escrever (seja um diário, poesias etc.) ajuda o paciente a parar de se cortar, como se a folha de papel pode-se expressar melhor os sentimentos que a própria pele.
Assista vídeo sobre automutilação 

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  1. ja me corto a pouco mais de 4 anos, mas so a alguns meses descobri q se trata de uma doença... so agora tomo coragem pra falar e assumir que não sei o que fazer, se continuo a esconder, na tentativa inútil de fugir e me isolar de tudo e todos.

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    1. não consigo pensar em ninguém...

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    2. O profissional mais indicado para te ajudar com esse problema bem como mediar o problema com os seus familiares seria um psicólogo. Se você não tem condições de contratar um particular, pode recorrer a saúde pública, para isso deverá passar por um médico do SUS (marque no posto de saúde mais próximo a sua casa) o médico pode lhe passar um antiansiolítico, que irá lhe ajudar com o seu problema, mas não esqueça de falar com ele sobre a questão de contar sobre o problema com os familiares, talvez ele mesmo se desponha a faze-lo ou te encaminhe para outro profissional.

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  2. Eu tenho mania de machucar minha pele provocando feridas no couro cabeludo... e mechendo constantemente em espinhas, que já nem são mais espinhas, tornaram-se feridas já. Faço tratamento psiquiátrico pois tenho transtorno bipolar. Já fiz terapia um tempo, mas esse comportamento não consigo controlar. Tenho 39 anos, e estudei psicologia um tempo, e pelo que tento perceber em mim mesma, esse comportamento tem várias causas: 1º É uma forma de afastar pessoas; 2º Eh um tipo de punição por coisas q já fiz erradas; 3º Eh uma forma de aliviar as dores emocionais.

    As feridas no corpo, doem menos q as feridas na alma...

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    1. Sim é verdade. Escrevi exatamente sobre isso na segundo parte desse artigo, eu dividi essa matéria em três partes (por questões de internet) o que você coloca está em “O que leva alguém a se cortar”: http://www.psicologosp.com/2012/12/o-que-leva-alguem-se-cortar.html
      Tendo conhecimento em psicologia você compreende que a dificuldade em consegui expressar é a principal causa para a automutilação será que não é possível se livrar de vez do que traz tanto sofrimento? E se não for, não é possível aceitar as coisas como elas são?

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  3. é eu gostaria de saber qual a relação de mutilação e suicidio. Pois NUNCA pensei em suicidio, meus cortes eram superficiais e eu nem pensava em fazer algo mais errado. É que olhando quem se corta, algumas pessoas podem ter outra ideia

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  4. Não existe uma correlação direta entre suicídio e automutilação. O suicídio é o ato deliberado e consciente de tirar a própria vida. E a automutilação é tema ver com autopunição e tudo que escrevi nos três artigos sobre isso.
    O que existe em comum entre os dois é sentimento de autodesvalorização, tendência a oscilação de humor e exagero do sofrimento. Entretanto quem se automutila pode manter e muito o desejo de viver. Eventualmente alguns automutiladores são suicidas, mas uma coisa não precisa estar ligada a outra.
    Pessoas com alta carga de sofrimento e conflitos familiares, principalmente quando são os depositários da sua família (bode expiatório) podem apresentar automutilação e ideação suicida. Está claro que ambos os sintomas são gerados por um terceiro fator aqui.
    A diferença principal é que quem possui ideação suicida tende a depressão enquanto o automutilador tende a ansiedade.

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  5. Tenho uma filha de 15 anos que está se cortando, porém ela só começou fazer isso após descobrirmos que uma amiga da família tem um transtorno que a leva a se cortar. É possível que minha filha esteja querendo chamar a atenção usando um problema alheio?

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    1. Sim é possível! Mas ai leva a outra questão: por que ela está precisando de tanta atenção assim?

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  6. tenho um namorado, ele me disse que se cortou sem querer e com isso fez com que amenizasse a dor, que ele estaria sentindo, por causa que a mãe dele o abandonou, o pai dele não dá atenção, e ele vive brigando cmg. Estou tentando de todas as formas fazer com que ele pare e ele já me prometeu q ia parar, mas ainda continua a fazer.. qual seria a melhor solução para ele ?

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    1. Escrevi uma postagem sobre como ajudar pessoas que se cortam como forma de aliviar tensão:
      http://www.psicologosp.com/2012/12/como-ajudar-alguem-que-se-corta.html
      O ideal é que ele pudesse compreender melhor esse conflito com a mãe que tanto lhe traz angustia, creio que isso só será possível se ele fizer análise. Tente não cobrar dele que pare de se cortar, primeiro por que isso vai deixa-lo ainda mais tenso. o que faria o se tornar como aqueles alcoólatras que bebem para esquecer que bebem... a automutilação é também uma forma de chamar a atenção, por isso não reforce esse comportamento dando mais atenção a isso.
      Ajude-o a apreender aliviar a ansiedade e angustia de outras formas leia o artigo:
      http://www.psicologosp.com/2013/05/ajudando-pessoas-com-problemas.html

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  7. Tenho 20 anos e estou sofrendo muito com minhas auto mutilações, toda vez q me sinto irritada e triste me corto, meus cortes ão são profundos como muitos. Mais depois do corte me sinto pior q antes q me cortei com ódio imensso de mim ai me corto mais uma vez e vem um alivio, a me sinto um mostro?

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    1. É natural que você sinta alívio logo após se cortar, é assim que todo automutilador se sente, do mesmo jeito que a culpa vem logo em seguida, você se acha a pior pessoa do mundo (um monstro) e vem a tristeza, a ansiedade e então você precisa se cortar de novo, é um ciclo vicioso que você precisa quebrar, busque ajuda de um psicólogo que possa te atender pessoalmente.

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  8. Em 2010 eu começei a me cortar e meio que começou numa 'brincadeira', uma amiga minha se cortava e falou pra mim que aliviava, eladesmontou o apontador dela pegou a lamina e começou a se cortar e eu ingenua fui na onda dela, ela logo parou com isso mas eu não e eu me viciei eu me cortava na escola, em casa, na frente dos meus amigos que tentavam tirar as laminas de perto de mim, mas eu sempre achava outra e continuava, era um circul vicioso, algo me fazia ficar triste eu ia la e me cortava e não ligava para o que os outros pensavam eu só escondia da minha familia porque eu idiota pensava que não precisava de ajuda de um psicologo.... passou muitos meses e eu ja não fazia isso com tanta frequencia até que teve um dia que eu briguei com a minha melhor amiga e me cortei, só que eu passei dos limites, eu cortei quase o meu braço todo e pensei que eu não ia sobreviver e prometi pra mim mesma que se eu sobrevivesse eu ia parar com aquilo e foi assim que até hoje eu nunca mais me cortei.... hoje eu tenho 16 anos quando eu começei eu tinha 13 anos e essa ultima vez que eu me cortei foi em agosto de 2011 .... e toda vez que me aparece um problema eu ainda fico com muita vontade de me cortar , as vezes eu ainda me pego com uma lamina na mão mas acabo desistindo... é como se a dor que eu vou sentir com os cortes fosse superar a dor que eu sinto no meu coração... é complicado ... até hoje ninguém da minha familia sabe disso, mas muitos desconhecidos e amigos viram e eu sei que ainda não estou curada disso pode ser que amanhã ou daqui a um mes eu volto a fazer isso é como se isso fosse uma terapia pra mim mesmo eu sabendo que me faz mal.... e um aviso pra quem ta querendo começar a se cortar, jamais começe porque é muito dificil sair disso.

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    1. muito bom o seu relato! Vai ajudar muitas pessoas não tenha dúvidas disso. Muito Obrigado! A cura para nossas vidas é decidir que somos os senhores dela e não o contrário e você está fazendo isso. Continue firme!

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  9. Eu comecei a me cortar com 15 anos. Aos 14 anos minha mãe morreu de cancer e eu acompanhei toda sua doença. Logo depois que ela morreu eu chorava todos os dias até dormir. Esse choro durou mais ou menos até eu completar 15 anos. Depois disso eu tentava chorar mas as lágrimas não vinham. Meu pai estava muito triste por minha mãe e não falava comigo. Ele era muito calado. Minha família se afastou muito da gente e eu tinha acabado de ir pro primeiro colegial por isso muitos amigos mudaram de escola e não falavam mais comigo. Eu comecei a me cortar e isso durou mais de um ano. Eu gostaria muito de ajuda profissional. Já faz uma ano que não me corto pois comecei a namorar e meu namorado é muito compreensivo e amoroso comigo. Porém sinto que me tornei uma pessoa muito emotiva. Choro por tudo e as vezes não sei lidar com isso. As vezes sinto falta dos corte, principalmente quando brigo com meu namorado. Não sei bem como lidar com isso. Eu escrevo um pouco e tento desenhar mas sinto que sou muito ansiosa. E desde pequena sou muito ansiosa, de ficar acordada antes do primeiro dia de aula, e escovar os dentes várias vezes por dia por não ter nada pra fazer. Também tenho medo do escuro e muito medo de ficar sozinha. As vezes isso é incontrolável. Não é sempre, já foi pior. Mas do escuro e da solidão do escuro durmo no sofá a 3 anos por medo de apagar a luz e deixo a tv ligada pra ter "companhia" não sei mais como lidar com isso. Meu pai não acha que é frescura e não me entende.

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    1. O seu relato condiz com de muitas outras meninas que se automutilamm, seria muito importante que você aprendesse a controlar as suas emoções e pudesse resolver alguns desses seus conflitos internos. Infelimente não é possivel fazer isso pela internet, por isso seria interessante que você procurasse a ajuda de um psicólogo. imagino que não possa pagar por um, nesse caso prucure a clínica escola de alguma faculdade de psicologia próxima a sua casa.

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  10. Boa Tarde Dr Cesar, Muito obrigada por ajudar as pessoas que precisam de orientação...

    Atenciosamente.

    Adriana.

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  11. Oi, eu me corto a 3 anos e naum sei ao certo se o meu quadro se encaixa a automultilacao, pois eu tenho a intencao de suicidio , mais na hora naum consigo fazer isso.. me corta ajuda muito a passa a minha dor emocional para a fisica, sendo para mim muito melhor.. nao tenho coragem de fala pra ninguem, so para o meu amigo mais ele mora longe e naum tem como me ajuda, e eh so nele q confio.. Teria como vc me ajudar a saber se meu caso e da automultilação ?
    Obrigada Dr. Cesar

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    1. Automutilação e ideação suicida não são sinônimos, mas podem sim aparecer em uma mesma pessoa. Se a ideia de suicídio te aparece frequentemente, o ideal é que você procure a ajuda de um psiquiatra, digo isso por que você pode estar em um quadro de depressão muito grande e o apoio de medicação é essencial nesses casos. Não se incomode de falar isso a um médico, eles (assim como os psicólogos) costumam ver muita coisa, além do mais, você não precisa vê-lo nunca mais...

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  12. Passo por isso há um ano e meio. Passei por várias fases em que consegui largar o vício! Contei com a ajuda da igreja e toda vez penso que passou. Não consigo me entender... tem dia que parece que estou super bem, que a vida é perfeita e tenho certeza de que nunca mais me cortarei. Me sinto feliz, acho que superei tudo. Mas no dia seguinte já estou totalmente mal de novo. Fico triste muitas vezes por nada, me sinto totalmente sozinha, sinto um vazio imenso... Lembro de coisas do passado, de frases que magoaram. Basta um ataque de raiva, alguém falar algo, eu fazer algo errado, qualquer coisinha e já fico pior do que já estava. Sinto falta de amor... mas muitas vezes acabo me afastando das pessoas. Olho pras marcas e me sinto um nada... e tipo, que pra sempre terei que esconder... que de qualquer forma minha vida nunca será bonitinha! Já pensei em morrer... muitas vezes me pego com esse pensamento. Parece que o futuro é pior que o presente, entende? Não sei se serei boa em algo, não sei se alguém realmente vai me amar... a única coisa que sei é que sempre vou ter que viver escondida do mundo sob mangas longas. Não sou o tipo de pessoa bonitinha, nem a mais legal... As pessoas só sabem julgar! Uma vez uma amiga me questionou quando viu meu braço "Por que seu braço tá todo picotado?" e sempre vai ser assim! Pensamentos de morte são só pensamentos... geralmente eles vem quando vejo "possibilidades", ex: estou no metrô e penso que talvez pular seria uma boa ideia. Sei que as vezes exagero nos pensamentos e que vejo-os bem maiores do que são... sei também que sou confusa e admito que tenho medo de falar as coisas... não sei me expressar... talvez você nem entenda o que estou te falando. Escrever, respirar, várias coisas podem até me ajudar as vezes... mas muitas vezes ou não adianta ou quando penso nelas eu já fiz o que não devia. O que posso fazer? Porque sou assim tão... estranha? Como posso ser uma pessoa melhor?

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    1. Acredite em mim!A maior parte das pessoas acham que elas são estranhas e problemáticas. Você não é estranha, só está um pouco confusa quanto as suas emoções, o que você precisa fazer para ser "uma pessoa melhor" é exatamente deixar suas emoções mais estáveis aprender a controla-las para que elas não fiquem te dominando. Seria realmente muito bom para você a psicoterapia.

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  13. Ola. Bem, nao acho q eu me automultile.
    No inicio do ano fui abandonada pelo meu melhor amigo. Acho q foi a pior coisa q me aconteceu. Nao sentia animo, dor de cabeca, e eu que mal choro, chorei. Foram uns 4meses assim. Mas "superei". Tenho um novo melhor amigo, mas um medo incontrolavel de ser deixada de novo, até pq tenho muito mais prosimidade desse atual. Ha umas semanas ele disse que estava apaixonafo por mim. Até ai okay. O problema é q ele se afasrou um pouco e disse q se afastaria na escola. Isso mexeu comigo. Certa vez ele disse que nao'savia tudo sobre mim, mas sabia o suficiente pra gostar de mim. So que ele nao sabe que a melhor amiga dele é pró-ana. entao um dia, enquanto u estava na igreja, apesar de nao estar com minha cabeca la, eu comecei afazer uns arranhoes no braco. Cheguei em casa e arranhei o quadril. No outro dia arranhei o braco mais uma vez. Apenas algumas marcas ficavam, e duravam no em media 24 horas. Isso faz dois dias. Antes de eu fazer isso minha cabeca comecava a girar, todos os meus sentimentos ao meu redor. Dor, solidao, angustia, medo. Isso acontece as vezes. Geralmente quando fico muito tempo sem a presenca dos meus amigos. Me sinto extremamente sozinha, completamente imperfeita. Sao pequenos provlemas que me vem cono uma bola de neve, e trazem todos os outros junto. Nao sei pq isso acontece. Nao sei se deveria falar a ele dos arranhoes. Tenho medo de em alguma dessas "crises" passar dos limites e fazer oq eu realmebte cobsidero automultilacao. Desculpe pelos erros de ortografia. Bem, oq poderiam ser essas "crises", um motivo? Isso q eu fiz é cutting? Eu deveria contar pra alfuem? Bem, desde ja agradeco. thanks

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    1. Par ser considerado cutting é necessário ter um corte real que sangre, entretanto não dá para desconsiderar o fato de você desejar se agredir, das pró-ana que eu conheci procuram por controle da própria vida e corpo, mas você pelo jeito só deseja se agredir. Todo mundo passa por momentos em que odeia, mas nos geral somos capazes de nos controlar, o seu problema é justamente que suas emoções vem com muito intensidade e você não consegue controlar, seria interessante procurar ajuda profissional.
      Não seria má ideia ter se aproximado mais do seu amigo, ao que parece ele também tinha suas dificuldades e estava disposto e te apoiar em qualquer hipótese, entendo que alguém que não se ama não acredita na possibilidade de outra pessoa lhe amar,no entanto isso é muito possível. Siga a filosofia de uma paciente minha: "não gosto muito de mim! Quer para você?"

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  14. No último mês estou tendo um grande desejo de automutilação, tenho me cortado com frequência e com muita intensidade. Esta um pouco relacionado aos meus impulsos suicidas. Já que não posso cometer suicídio devido a dor que causaria a minha mãe, me automutilo, faço inanição e abuso de bebidas alcoólicas. Minha psiquiatra me receitou Depakote para manter estabilidade de Humor e estou tentando controlar isto com a ajuda de minha psicóloga. Nos momentos que estou melhor fico na esperança de controlar meus impulsos. Vim aqui saber mais sobre o assunto e estou muito agradecido e satisfeito pela grande riqueza de informações, detalhes e profissionalismo no texto. Parabéns e continue ajudando as pessoas assim, é muito digno de sua parte, é talvez a maior caridade que se possa ter em um mundo com nosso contexto social atual.

    Obrigado.

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    1. Muito obrigado, fico feliz que tenha gostado, e estou realmente lisonjeado com suas palavras. Da minha parte torço para que você consiga vencer de vez esse problema...

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  15. Olá. Bom,tenho 17 anos,e faz 1 ano que eu me corto, desde criança eu venho passando por problemas familiares e problemas na escola,quando criança eu nao tive muitos amigos,já sofri e até hj sofro bullying,eu era uma criança muito fechada nao falava com ninguém,nem com os professores eu falava. Dentro de casa,eu tinha que suportar as brigas dos meus pais,eu brigava muito com o meu irmão também,teve vezes que eu chegava no meu quarto e passava horas chorando, ja nao bastava as brigas que eu tinha que suportar,eu ainda tive que aguentar as críticas que meu pai até hoje faz,ele sempre me humilhou,sofri muita pressão por parte dele.
    Uma vez eu com 12 anos,ele me olhou e disse : "coitada de voce,nunca vai ser nada na vida,não presta pra nada" depois disso,ainda ouvi coisas piores,por contas dessas palavras,hoje me sinto inferior.. Meu primeiro corte,foi aos 16 anos,me tranquei no quarto e comecei a chorar, e simplesmente comecei a arranhar meu braço,foi o meu primeiro corte,depois desse eu passei a usar uma faca de cozinha,e hoje tenho muitas marcas no braço,e eu não consigo parar,é um vicio :(. E eu passei a me sentir pior do que já estava,quando minha mãe descobriu,ao invés de me ajudar,de dizer "não filha,eu vou te ajudar",ela me julgou. É assim que está minha vida,minhas notas escolares estão péssimas,sofro bullying,continuo sofrendo,e estou chegando a um ponto em que vou largar tudo,desistir de tudo,porque eu não aguento mais. Eu queria ser feliz

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    1. Sim você pode ser feliz sim, e vai ser. Não acredite que apenas por que sua vida foi ruim até agora que ela sempre vai ser ruim. Foi exatamente esse tipo de pensamento que levou os seus pais a prologarem o próprio sofrimento até os dias de hoje. Você não é igual aos seus pais e o seu futuro pode ser muito diferente do seu presente e para que isso aconteça não se deixe vencer pela tristeza e pelo sofrimento.
      Só um adendo, sua mãe não poderia mesmo te ajudar, pois pelas suas palavras ela não está conseguindo ajudar sequer a ela mesma.
      Posso te pedir um favor? busque a companhia de outros adolescentes que sejam mais otimistas e que tenham um projeto de vida, peço isso por que quase todas as adolescentes que eu atendo com o mesmo problema que o seu procuram pela companhia de outras pessoas tristes e problemáticas, sei que fazem isso por se sentirem mais confortáveis com jovens assim, porém isso só cataliza o problema...

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    2. Obrigado,vou me esforçar pra conseguir mudar .. eu sei que eu consigo ..

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  16. Tenho 14 anos. No começo do ano passado aconteceram várias coisas (prefiro não falar por aqui) que me deixaram muito deprimida, muito pra baixo. Eu era uma pessoa muito alegre, com a autoestima “em cima”, eu era bem divertida, até essas coisas acontecerem. Do ano passado até hoje, tenho várias crises de choro, perdi muito peso, pois fico 2 ou 3 dias sem comer absolutamente nada, tenho mudanças de humor a todo momento: ora eu estou feliz, depois, do nada, eu fico triste ou com raiva e começo a chorar. Também tenho uma certa mania de as vezes começar a imaginar coisas que nunca vão acontecer, e quando me dou por conta, estou falando sozinha. Corto-me (automutilação) e uma vez já tentei me matar. Virei uma pessoa triste, deprimida, sozinha, que sempre guarda suas magoas e tristezas pra si mesma, nunca falo dos meus sentimentos pra ninguém, me abro com ninguém (dos meus atos de me cortar e tal) por medo de ser julgada. Não me corto para chamar atenção, mais para amenizar as dores psicológicas (e acabo criando uma dor “realística”)... Não sei mais o que fazer, gostaria de sair dessa, mais não consigo... Estaria eu com depressão (ou algum outro problema)? Por favor, me ajudem...

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    1. Muito do que você diz ter é próprio da sua idade, como por exemplo a labilidade emocional e imaginação forte. No entanto a prática de Cutting com certeza não é. Da mesma forma que você conseguiu criar um elo benéfico com essa pessoa que se foi,também pode fazer esse tipo de amizade com outra pessoa. Você precisa se abrir com alguém sobre isso, para ter ao menos uma outra possibilidade de comunicação...

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  17. Eu tenho 15 anos. Quando eu era pequena eu sofri algumas coisas realmente graves, que até hoje somente eu e uma pessoa sabem, isso meio que me deixou com um trauma, a quatro anos eu me corto ,nao só por isso, eu tambem sofro bullying,entre outras coisas. Eu tinha ficado um ano sem me cortar, mas é só lembrar do passado que eu me sinto suja, mal, eu fico desesperada, teve um dia que eu briguei com meus pais, e minha mae disse que preferia que eu nao tivesse nascido, foi o meu limite, voltei a me cortar, fazer isso me acalma, doi muito, mas me faz bem de algum modo, eu realmente quero falar sobre o que me aconteceu e que eu me corto, pedir ajuda pros meus pais, mas nao posso, nao consigo, eles iriam fazer uma loucura, nao tenho ninguem pra desabafar minha dor, portanto quando eu fico mal, minha unica amiga é a lamina, eu tento parar, mas nao consigo, ja virou um vicio, nao sei com quem falar, ou pedir ajuda.

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    1. Você precisa encontrar sim alguém que possa te ouvir, é importante que consiga aliviar pelo menos um pouco dessa tensão e incomodo. Não precisa ser necessariamente seus pais (muito embora em algum momento eles precisem saber) mas que seja um amigo ou um adulto que você confia...

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  18. oii, tenho 23 anos, e não sei pq estou aqui, talvez seja necessidade de contar a alguem tem 2 semanas que comecei a fazer isso e n sei como parar

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    1. O melhor a fazer é buscar ajuda profissional (psicólogo ou psiquiatra), isso vai facilitar muito as coisas para você

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  19. olá! já me corto a algum tempo, e gostaria q me tirasse uma duvida.
    bom, logo de inicio nos primeiros meses q comecei a me cortar, eu fazia dois três cortes, me sentia melhor,e parava. entretanto logo me batia o arrependimento, q me levava a fazer mais alguns cortes. mais de um tempo pra cá, não sei se me acostumei com isso, ou se apenas desisti por não consegui me controlar, além de ter aumentado mto a quantidade de cortes, ao rever minhas cicatrizes, sinto vontade de fazer mais, e mais, não sei explicar direito, é como se ver " o sangue escorrer", sentir seu cheiro, me proporcionasse felicidade! como se eu merecesse isso, e q meus braços cheios de marcas, ficariam melhores. muitas vezes tenho pensamentos suicida, mas penso na minha mãe - embora já tenha tentado suicídio algumas vezes- e no quanto ela sofreria, apesar dela não gostar q eu me corte, ela sofreria mto mais com minha morte. embora fosse uma coisa boa, de certa forma, para mim e para ela, pois ao menos seria uma vez definitiva, ela não precisaria mas, me ver... " morrer um pouco a cada dia", digamos assim.

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    1. A automutilação assim como outras compulsões e vícios com o tempo já não satisfazem do mesmo jeito que no começo, e a tendencia do sujeito é aumentar a "dose". Vai chegar o tempo em você não vai mais sentir prazer com essa prática e nem vai se sentir mais aliviada. O ideal é que você aprenda a lidar com os seus conflitos internos de uma maneira mais saudável
      http://www.psicologosp.com/2012/12/o-que-leva-alguem-se-cortar.html (copie e cole na sua barra de endereços)

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    2. li q existem certas características, se é q esse seria um termo correto. bem, pelo q entendi, cada paciente tem diferentes formas de explicar o motivo de seus cortes. gostaria de saber, se um paciente pode apresentar, mas do que um dos "sintomas" ou motivos, -nem sei como explicar- exemplificados acima, ou quem sabe tds juntos. desde já, obg.

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    3. Sim! Algumas pessoas apresentam todas essas causas por mais que algumas delas sejam contraditórias. Pode acontecer de existirem causas diferentes das listadas acima. Como eu menciono esse um fruto da experiencia que tenho com cutting. Outros psicólogos podem ter notado coisas diferentes.

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  20. Boa tarde
    tenho uma sobrinha com 13 anos que se cortou pelo menos duas vezes, que a família tenha dado por isso. A relação com a mãe não é das melhores.
    Que passos a dar? Consulta de psiquiatria? É uma criança que não se expressa facilmente..
    Muito Obrigada

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    1. Sim! Consultar um especialista é sempre o mais indicado, ele poderá dar um diagnóstico e prescrever o tratamento necessário. Siga também as orientações da postagem...
      Perdoe a demora em responder.

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  21. Eu mordo a língua até sangrar. Sinto uma dor forte, mas ao mesmo tempo da um prazer grande. Distrai-me muito isso. Sou muito ansioso e tenho síndrome do pânico.

    O problema é que os machucados ficam doendo por vários dias. Às vezes até inflamam um pouco ou surgem aftas em cima. Faço isso a muitos anos já. Não consigo parar. Há vezes em que eu fico um bom tempo sem fazer isso, mas não demora muito, é do nada, já me pego mordendo e gostando.

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  22. sheila
    Ola, mim chamo sheila, li sua materia sobre automutilação e eu mim encaixei na quetão de abrir feridas, nao consigo mim controlar qualquer machucado acaba virando uma grande ferida pois nao paro de mecher, acordo de madrugada cutucando os machucados é uma coisa que nao consigo entender pois minha pele fica manchada qdo sara, e uma ferida destas demora mais de 6 meses pra fechar ate aparecer outra coisa pára q eu possa mecher novamente, sinto dor mas nao consigo parar! fiz tratamento de F44 F32 tomo fluoxetina 60mlg mas suspendir a medicação por conta propria nao consigo tomar mais parece um bloqueio, nao sei, mas nao consigo conversar com minha psiquiatra sobre isto, mim ajude o que q eu faço?

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    1. Não é uma boa escolha parar a medicação por conta própria, o ideal é acertar a dosagem ou mudar a medicação juntamente com o médico. É bem provável que existam questões psicodinámicas complexas em seu caso, por essa rasão o ideal é ser acompanhada por um psicólogo também...

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  23. Olá Dr. Cesar. Não sei se o meu caso é a Automutilação em si, mas no ano passado eu comecei ater pensamentos tantos suicidas, como também uma vontade me me automutilar quase que incontrolável, mas com muita paciência e muita vontade eu conseguia me controlar e não me cortar. Mas tinha vezes que a vontade era tão grande que quase conseguia me cortar, ouve uma vez que quase me cortei, contudo consegui me controlar, mesmo assim cheguei fazer um corte pequeno. Os pensamentos suicidas eram comuns principalmente quando me sentia e sento ainda excluída e rejeitada ate mesmo pela minha família.
    Eu não conto a minha mãe com medo que ela ou ate mesmo alguém me julgue por conta disso. Não sei o muito o que fazer em relação a isso. Mas tento de todas as formas superar tanto os pensamentos como também essa vontade.
    Obrigada pela atenção!

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  24. Respostas
    1. Em geral a tatuagem é feita por uma outra pessoa, então não é exatamente automutilação, porém em alguns casos ela tem a mesma função dos cortes...

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  25. Olá Boa noite
    Eu sofri uma decepção muito grande com minha mãe e eu ultimamente estou me cortando com cortes profundos tenho na minha cabeça muita vontade De ir embora desse mundo só me sinto bem quando me corto profundamente quando vejo muito sangue jorrar ai me sinto bem estou triste mais não quero procurar ajuda, e sei que a qualquer momento vou embora dessa terra pq a tristeza e muito grande e sei que não vai passar

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  26. Me corto, e as pessoas dizem que preciso de um tratamento. Mas se eu gosto disso e me faz bem. pra quê procurar ajuda?

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  27. Acredito que pessoas que fazem a automultilaçao, tentam fazer com que uma dor física seja um escape para a dor interior que uma depressão pode causar ou isolamento, naquele pequeno momento vc coloca sua atenção no corte e esquece outras coisas que também te machucam, tornando-se uma espécie de droga que causa um prazer passageiro e que como toda droga tem que ser usada com constância pra que o efeito deixe o indivíduo satisfeito mesmo que seja por um pequeno período te tempo.

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    1. Perfeito Thaís! Porém o que ocorre é que a automutilação pode ter um significado diferente para cada pessoa, passando pela autopunição, anestesiamento da realidade, agressão a outrem, tentativa de chamar a atenção (esses dois últimos mais comuns em boderlines e histriônicos) além de inúmeras outras. Não apenas a depressão, mas também os transtornos de personalidade, transtornos psicóticos, do espectro autista e muitos outros apresentam o sintoma de automutilação, além dos conflitos emocionais.
      O assunto é profundo e esse blog é destinado a leigos, mas em qualquer hora volta a me aprofundar nele...

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  28. Oie

    Bom, aum tempo a trás, quando meus pais estavam quase divorciados eles brigavam muito, e sempre q eles brigavam eu me corta e acabou virando meio que um vicio, mas eu sempre tentava esconder mas mesmo inventando mil e uma desculpas todos sabiam que eu cortava, e meus amigos me zoavam muito por isso tanto que um dia eu resolvir parar e comecei a escrever algumas poesias mas meus amigos sempre roubavam minha agenda e me zoavam muito, dai comecei a escrever pelo celular e tudo ficou bem durante um ano, até que eu perdi totalmente a inspiração para escrever mas tudo ainda estava normal. Mas a pouco tempo eu comecei a sentir uma mudança de humor muito constante e sempre que me irritava, por mais simples que fosse a razão me fazia alguns arranhões e assim a raiva logo passava... Mas com o tempo a força dos arranhões foram alimentando e hoje mesmo, poucas horas atrás, tive uma pequena discussão com meu pai, mas fui tomada pouco uma raiva muito grande, meus dentes começaram a bater, eu tremi e comecei a me arranhar descontroladamente. Fiquei preocupada pois a sensação de ardência que senti, foi a mesma de quando me cortava então resolvi pesquisar e agora mesmo que me toquei que arranhões também é uma forma de mutilação, estou preocupada pois tenho apenas 14 anos e não quero isso pra mim...

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    1. Pelo que parece você sente suas emoções de maneira muito intensa e tem dificuldades de controla-las. Existe tratamento para isso procure um psicólogo se for o caso. O ideal é descobrir outras formas de expressar os seus sentimentos, se não for a escrita (como você já tentou) que seja outro...

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  29. Olá,

    Bom, tudo começou quando meus pais estavam passando por uma fase difícil no seu relacionamento. Começou a dois anos atrás, quando eu tinha treze anos. Eu sempre os ouvia brigando, discutindo por motivos fúteis... Eu era nova, não tinha problemas emocionais e podia me considerar uma pessoa feliz, tinha amigos que me apoiavam e a família em si bem estruturada. Só que quando meus pais começaram a brigar, meu pai chegava tarde em casa, minha mãe acabava descontando as frustrações em mim – sempre me enchendo de tarefas, dizendo que eu era uma preguiçosa e que não fazia nada direito – isso que eu sempre fiz tudo para deixá-los orgulhosos, tirando boas notas, saindo-me bem nas provas e simulados escolares. Até então, eu não havia começado a me cortar, embora meu emocional começasse a se abalar por causa dos problemas familiares. Eu tinha uma melhor amiga, ela era quase como uma irmã para mim, nós conversávamos sobre os problemas aos quais eu estava passando em casa e, realmente eu me sentia bem falando disso com ela; mas então, ela mudou de cidade, nós perdemos contato e eu fiquei meio que sem chão. Não tinha ninguém para conversar, nada para descontar, e mesmo que os problemas de brigas entre meus pais houvesse cessado, as críticas contra minhas escolhas e modos diferentes de pensar sempre foram constantes. Acabavam que pioravam com o tempo, meus avós me pressionando para fazer coisas aos quais eles achavam corretas, mas no meu modo de pensar não. Meus pais sempre querendo que eu fosse uma miniatura deles, escolhendo e pensando da mesma maneira. Eu não tinha no que descontar e, quando meu tio preferido acabou por falecer jovem (isso ano passado, aos meus 14 anos), foi como se eu perdesse o chão pela segunda vez. Sem ter outra saída, sem saber o que fazer e no que descontar, acabei por fazer uma das piores escolhas possíveis: me cortar. Eu cresci dentro da igreja e sabia o que a Bíblia falava sobre auto-mutilação, no entanto quando fiz meu primeiro corte, não consegui mais parar. No começo eram pequenos, superficiais, mas aos poucos foram se tornando grandes e profundos. É estranho falar que depois que faço tais cortes me sinto bem, me sinto leve – é quase como se eu pudesse deixar meus problemas para lá e seguir em frente. Meus pais não desconfiam disso, e tenho medo de falar para eles que pratico cutting, eles são bem “quadrados”, sabe? Minha mãe sempre diz que posso considerá-la como uma amiga, que posso falar as coisas para ela sem medo, mas sei que se contar o que está acontecendo comigo, ela vai repensar todo esse negócio de parceria entre mãe e filha. A coisa que me acompanhava desde antes de eu começar a me cortar sempre foi a bipolaridade, oscilações de humor são freqüentes e, até já fui diagnosticada por um psicólogo quando tinha onze anos. Eu quero parar de me cortar, quero muito. Mas mesmo que eu tente, o máximo que consigo é ficar três semanas sem pegar na lâmina, e depois tudo volta com força redobrada. É como um vício, você entra achando que pode parar quando quiser, mas quando quer realmente parar, já é tarde demais.
    Preciso de ajuda.

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    1. Obrigado pelo seu relato Jess, acredito que ele irá ajudar muitas outras pessoas. Quanto ao seu caso, você sabe que a primeira coisa a fazer é aprender a controlar as suas emoções:
      http://www.psicologosp.com/2014/01/como-controlar-as-emocoes.html (copie e cole na barra de navegação)
      E lidar melhor com os seus conflitos familiares e internos, para isso é de extrema importância de psicólogo (presencial). Seria interessante a procura de um médico também...

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