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Como curar os Traumas psicológicos?

     O conceito de trauma psicológico já foi popularizado e hoje em dia é conhecido por leigos e profissionais de outras áreas. Infelizmente, junto com a popularização veio a banalizado e hoje em dia muitas vezes o termo é tratado com desdém. Entretanto o trauma psicológico é algo real e seus efeitos podem ser devastadores. 

O que são traumas Psicológicos?

Traumas psicológicos são sequelas emocionais deixadas por uma experiência que causou imenso dor e sofrimento ao traumatizado, tal experiência (também chamada de evento traumático) é de tal magnitude que afetam profundamente o comportamento, pensamento e sentimentos do indivíduo que fará de tudo para evitar reviver ou relembrar qualquer fato ligado ao que lhe traumatizou.

olho escorrendo uma lágrima, borracha apando a lágrima

 
Sintomas de traumas psicológicos

·       Reviver o trauma nos sonhos ou nos pensamentos durante a vigília (acordado)
·       Comportamento de evitar coisas que lembrem o trauma
·       Hiperexcitação (estado agitado constante)
·       Resposta de sobressalto exagerada (sustos exagerados por motivos banais)
·       Dificuldades em dormir
·       Irritabilidade ou surtos de raiva
·       Isolamento ou Afastamento do convívio social
·       Hipervigilância (como se algo estivesse sempre espreitando para atacá-lo)
·       Desinteresse pelo próprio futuro (trabalho, estudo, casamento)
·       Depressão
·       Ansiedade
·       Dificuldade de concentração e aprendizagem

Quais são os eventos considerados traumáticos?

De maneira geral os traumas estão relacionados a situações de violência e medo:
§  Agressões físicas
§  Assaltos
§  Estupros, violência sexual
§  Guerras,
§  Maus tratos (durante a infância, velhice, convalescência etc.)
§  Diversas outras situações de estresse extremo e intenso desgasto emocional.

No caso de crianças, há situações em que elas não vivenciaram a situação traumática, mas apenas de ouvir um relato ou convivendo com uma pessoa traumatizada desenvolveram os mesmos sintomas.

Ao contrário do que se acreditava, pesquisas recentes apontam não existem fatores traumáticos universais, isso por que cada pessoa compreende e percebe a realidade muito de uma forma muito particular, sendo assim o que é entendido como traumático para alguém pode não ser para outra pessoa.


A dificuldade em aceitar pensamentos e emoções ligados ao trauma

     Sentimentos pensamentos trazidos pelos traumas podem ser muito contraditórios uns com os outros e antagônicos aos valores que a sociedade e consequentemente o traumatizado acredita que deveria sentir.

É o caso de crianças que foram vítimas da violência dos pais, uma parte dos sentimentos está ligada à raiva e revolta pelas agressões sofridas e outra parte está ligada ao amor que sentem pelos genitores (é da nossa natureza o amor pelos pais) por vezes essa criança vai se sentir culpada por ter sentimentos de ódio em relação aos progenitores (afinal você deve amar e respeitar aos seus pais, não é?) existe ainda a possibilidade dela se culpar por sentir amor por esses pais que obviamente não merecem ser amados.

Em algumas situações surge na criança o sentimento de culpa, como se ela fosse responsável pelo comportamento dos pais, como se ela de alguma forma tivesse provocado tal atitude por parte deles (muitas vezes isso é dito a criança).

É possível parar as lembranças ruins?

Será possível interromper esse vídeo que passa frequentemente na sua cabeça, e sempre te faz sofrer de novo as coisas que deseja esquecer? Sim, você é dono da sua mente, é você quem escolhe no que quer pensar. Suas lembranças ruins parecem tão reais por que você destina a sua atenção e dedica tempo reconstruindo-as.

Devo lembrar que isso não é algo espontâneo, tão pouco consciente, porém você faz isso toda a vez que começa a dar ouvidos aos seus pensamentos preocupantes relacionados ao trauma. Não quero com essas palavras te culpar, mas de dar a consciência que tens nas suas mãos a cura do seu problema.

8 atitudes para superar um trauma


1. Desligando as lembranças do trauma

Traumas ganham força toda vez que são lembrados (revividos) por isso é necessário que se quebre o ciclo das revivências.

É preciso que você rejeite e pare as memórias ruins assim que elas surgirem na sua mente, pelo menos até que você capaz de elaborar e resignificar essas imagens e sensações.

Existem alguns exercícios criados para forçar os pensamentos ruins saírem da zona consciente da mente:


2. Deixando os traumas para trás

É comum que quando o psicólogo faça a pergunta: “o que você sente quando se lembra disso” a paciente vítima de trauma responda “eu não sei” isso por que experiências traumáticas costumam gerar uma confusão ou mistura sentimentos e emoções.

Pensamentos e sentimentos ligados à raiva e culpa, sensação de impotência e desamparo e diversos outros que surgem na situação de traumas. Faz se necessário reconhecer, entender e aceitar cada um desses sentimentos e emoções.

3. Perdoando

     A mágoa e o rancor tornam as pessoas reféns do passado, fazendo com que algo que aconteceu há muito tempo seja eternizado. Quando se fala para o paciente sobre a questão do perdão ele se opõe como se a mágoa forma de vingança, de revanche.

Na verdade, o único prejudicado com as mágoas é você mesmo. Libere perdão e se livre dos fantasmas do seu passado, esse não é um processo fácil e tem muita coisa em jogo, mas é necessário compreender a importância que esse passo tem.


4. Reconstruindo o passado

     Não existe dentro nossa cabeça um aparelho de DVD que reproduz perfeitamente o que gravado em certo tempo da nossa vida. Nossas memórias são reconstruções do nosso passado e são “coloridas” pelos sentimentos e pela compreensão que temos dele no momento presente. Se quiser se certificar disso basta se lembrar do primeiro fora que levou na sua vida, durante um tempo foi uma lembrança dolorosa, mas agora que você já é mais maduro (a) pode até achar engraçada essa lembrança.

  
5. Escreva sua experiência

As revivências costumam carregar consigo sentimentos confusos e conflitantes, aliás são esses sentimentos somados a incapacidade de compreender o que se passou os responsáveis pelo traumatizado torna-se um prisioneiro do passado.  Provavelmente, junto com as memorias você deve sentir:

·       Sensação de que de certa forma o que aconteceu foi culpa sua ou que mereceu isso
·       Vergonha do aconteceu ou de não conseguir esquecer
·       Raiva e desejo de vingança
Enquanto você não elaborar esses pensamentos eles iriam se repetir, o que não pode ser dito não é esquecido (por isso as pessoas fazem analise).

Escreva os seus pensamentos e memorias relacionados ao trauma, vê-los em uma folha vai te ajudar a compreendê-los melhor.


6. Converse com alguém

Sei que sua maior vontade é esquecer o seu trauma emocional, por isso acredita que conversar sobre ele só iria atrapalhar, ou então pensa que ninguém se interessaria em ouvir o seu problema.

A verdade e que a opinião de outra pessoa pode te ajudar a mudar a forma como você encara essa experiência.

É possível também que você não se lembre perfeitamente do que aconteceu, que seu trauma volte como flash indistinguíveis entre imaginação e realidade. Ao conversar com outra pessoa você irá compreender melhor o seu problema.


7. Continue sua vida

Não pare de realizar suas tarefas do cotidiano por conta do trauma, continue trabalhando e produzindo. Quanto mais tempo ocioso você ficar maiores são as chances de você reviver as lembranças ruins.

Manter-se produtivo também vai te ajudar a se sentir bem consigo mesmo e a combater a baixa autoestima e depressão que comumente seguem os traumas psicológicos.
  
8. Enfrente seus medos

O trauma é uma experiência limitadora por fazer com que o sujeito evite ir a lugares e realizar tarefas que lhe lembrem a experiência traumática. Isso é algo comum e natural durante algum tempo, mas se esses sentimentos se tornam muito fortes eles passam a te impedir de fazer as coisas que gostaria e de viver sem restrições. O trauma não deve te impedir de tentar coisas novas, te impedir de fazer o que gosta ou precisa realizar.


Vencendo os medos gerados pelos traumas


Um passo de cada vez

Não tente forçar a sua melhora de uma vez, isso pode gerar situações catastróficas, ao invés disso dívida os seus desafios em pequenos passos.

Fica difícil colocar aqui um exemplo que englobe bem todos os traumas, mas o conceito é que você se aproxime do seu medo inicialmente em uma posição segura e ir diminuído esta distância gradativamente até que o temor seja totalmente controlado. Por exemplo, alguém que teme voltar a determinado lugar:

1.  Faça o trajeto que te leve a esse local
2.  Fique o mais próximo que conseguir desse lugar
3.  Aproxime-se um passo a mais cada vez que voltar
4.  Toque a porta
5.  Gire a maçaneta da porta
6.  Entre por alguns estantes

A cada etapa bem-sucedida você terá mais confiança para realizar a próxima, caso não consiga volte para a anterior e a repita até se sentir pronto para a próxima. O importante é que não se dê por vencido.

Imagine-se tendo sucesso

Traumas psicológicos, principalmente os de infância deixam gravados em nossas mentes a ideia de que não somos capazes, de que não merecemos ou não conseguiremos fazer certas coisas.

Por esse motivo precisamos apagar essa programação, a forma mais eficaz e menos agressiva de fazê-lo é se imaginando tendo sucesso:

·       Imagine-se diante do seu medo
·       Conceba cada passo envolvido
·       Veja-se lidando bem com cada desafio e situações relacionadas
·       Veja tudo o que conseguiu por superar seu medo

Torne tudo o mais realista possível e pratique isso sempre que puder. Não é algo mágico e nem fácil, porem esse exercício vai fazer com que você sinta que é capaz de ser feliz. 


Pense mais positivo

Talvez sua cabeça esteja cheia de pensamentos do tipo: você não vai conseguir, isso não vai dar certo, você nunca vai ser ninguém etc.

Todos esses pensamentos criam mais ansiedade e essa faz você sentir taquicardia, tontura, suor frio e todos os sintomas que você diante dos seus medos. Substitua esses pensamentos por:

·       Eu posso fazer isso
·       Vou voltar a esse lugar
·       Eu consigo

Repita essas coisas para si mesmo até que eles se tornem verdades internas. Quando você muda a forma como pensa, consegue mudar o mundo ao seu redor, não existe nada de místico nisso, é só a mais pura realidade.

 
É possível esquecer ou mudar o passado?

     Essa é uma pergunta que frequentemente recebo e a resposta é: o seu passado é parte de você, ele fez você se tornar quem você é hoje, junto com as suas lembranças ruins vieram as boas aprendizagens coisas que ajudaram a moldar o seu caráter então por que por que perder tudo isso?

O papel da psicoterapia nos casos de trauma não te fazer esquecer o passado, mas ajudar a compreendê-lo de outra forma, resignificar a sua vida afim que você possa ser um resiliente.

Melhorando com os traumas


O que é resiliência?

Resiliência é um termo emprestado da física (assim como estresse) que indica a capacidade que alguns materiais possuem de melhorar a sua qualidade após serem submetidos a situações extremas.

Resiliente seria alguém capaz de se tornar uma pessoa melhor depois de uma situação traumática. Como o pai (ou mãe) que após o assassinato de seu filho ao invés de se entregarem ao sofrimento e dor transformam o trauma em um aprendizado para ajudar outros pais que passam pela mesma situação.

Existem muitos exemplos de homens e mulheres que venceram as adversidades da vida para se tornarem pessoas de sucesso, entretanto o mundo não efeito de pessoas resilientes essa é ainda uma qualidade rara, mas que pode ser aprendida ou desenvolvida na psicoterapia.

Existe cura para os traumas?

Psicoterapias mostram ótimos resultados no tratamento de traumas, ajudam o paciente a compreender e a ressignificar as experiências traumáticas. No tratamento de traumas o terapeuta ajuda o paciente a desenvolver mecanismos de manejo das crises, socializa-lo novamente e dessensibilizar das coisas que lembram o trauma.

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  1. Oi, Cesar. Gostei muito do seu texto. Percebi que estou travada, sem conseguir andar para frente, porque talvez tenha um trauma por já ter passado pela mesma situação duas vezes. Procuro ser resiliente, mas isso nem sempre é suficiente. Um abraço, boa semana!

    www.revoltaeromance.blogspot.com

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  2. ola boa noite. chamo me susana preciso de ajuda.tenho alguns traumas de infância que nao consigo esquecer.tem a ver com o meu pai.eu sempre vivi com a minha mae,ele tinha outra família,eu era pequenina via-o na rua e a minha mae nao me deixava ir falar com ele.eu durante estes anos todos pensei que a culpa era minha do meu pai nao ser próximo de mim talvez porque nao gostasse de mim.mas a pouco tempo descobri a verdade,a minha mae nao deixou o meu pai se aproximar de mim.e eu é que sofri com isto tudo.eu nao pedi para nascer,so queria ter uma familia normal que nunca tive.descobri tambem que a minha mae me mentiu a vida toda.outro dos meus traumas é os homens,por culpa da minha mae ,que sempre disse horrores deles,que eram maus,brutos,que faziam mal,para nunca estar com nenhum homem.por isso sempre disse que nao queria namorados ,nem me casar,queria era ser feliz na minha profissao,e com as/os minhas irmas/os.mas um dia apresentaram-me ao meu namorado e fiquei logo apoixonada,fui amor a primeira vista.as pessoas falam em casamento mas eu tenho muito medo de casar,nao me quero casar para me divorciar logo a seguir.outra coisa que tenho muito medo é em relaçao aos filhos,eu sei tudo o que sofri por estar longe do meu pai,nao lhe dar um abraço quando precisava,precisar dele e ele nao estar,sentir-me culpada por ele nao estar comigo,é horrivel,sofri muito,eu sei o que passei,ainda me custa muito falar do meu pai,por saber isto quando tiver filhos nao quero que aconteça o que aconteceu comigo e com o meu pai.outra coisa ´´´´é que acho que tou gorda e sinto-me muito infeliz,triste com isso,sinto me inferiorizada em relação as outras,fico sem confiança e auto-estima.euj tambem sou muito envorgonhada,e timida, tenho muita dificuldade em falar com as pessoas.ate com o meu namorado tenho vergonha de falar.o que é que eu faço?

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    1. Você é um exemplo vivo dos prejuízos da alienação parental. ao que parece você tem problemas sérios de autoestima, a timidez é apenas uma consequência disso.
      escrevi sobre autoestima:
      http://www.psicologosp.com/2012/12/como-melhorar-autoestima.html
      http://www.psicologosp.com/2013/03/livre-se-dos-sentimentos-de.html
      porém o ideal para você é começar terapia no intuito de ressdignificar seus conflitos internos

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  3. Respostas
    1. Bem Susana, eu costumo responder a todos os comentários feitos aqui, desde que eles não tenham palavras comprometedoras. Quanto a conversar por e-mail... Não faço isso, já tentei algumas vezes e não deu certo, primeiro por que ando sem tempo, depois por que o CRP (órgão que fiscaliza os profissionais de psicologia) que vê isso com maus olhos e por último por que os meios eletrônicos são muito frios e não dão as pessoas o que é necessário para ter uma experiência real de ajuda. Minha orientação é que você busque um profissional na sua região.

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  4. nao sei se consigo falar de mim e do que sinto pessoalmente com o psicólogo, é mais fácil aqui,porque é tudo escrito e nao cara a cara. como é que eu posso perder o medo e a vergonha de falar com o meu namorado,eu gosto muito dele,e ele tem tido muita paciência comigo,mas tenho medo que se farte e que queira acabar comigo.eu dantes nao tinha vergonha e medo de falar com o meu namorado,mas agora tenho,será porque?

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    1. Na sua pergunta está sua resposta "tenho medo que ele se farte" antes não existia esse medo... Fique tranquila quando estiver na frente do psicólogo (a) ele (a) vai te ajudar a falar sim, mas mesmo o seu silêncio vai ser benéfico para você.

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  5. Cesar,eu tenho só 11 anos,mas queria saber se você pode me ajudar,estou com um trauma,vi um desenho japonês(anime),que so tinha sangue,e me traumatizei com isso,você pode me ajudar?

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    1. Não acredito que você esteja traumatizado, você está impressionado, as imagens do anime ficaram fixas na sua cabeça. O que você tem que fazer é arranjar um pensamento que seja mais forte que elas, algo que consiga sobrepor essas imagens. ajuda conversar com alguém sobre isso, pode ser com alguém da sua família. Quando sentir que esses pensamentos começarem a surgir na sua mente experimente fazer alguns desses exercícios:
      http://www.psicologosp.com/2013/05/exercicios-de-relaxamento-e-distracao.html (copie e cole na sua barra de endereços)

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  6. Olá Cesar, meu me chamo silvia e tenho uma filha de 14 anos que sofre bullyng desde bem pequena, troquei ela de escola várias vezes , sendo que em uma dessas escolas o bullyng foi muito pesado mesmo com criticas a sua aparencia fisica , ela tinha uns 10 anos, o pior é que todas a s escolas que ela vai sempre cismam c ela e e como no passado ela sofreu muito, sinto que ela fica muito triste, ela sempre foi timida, sem amigos, mas é uma menina maravilhosa , inteligente, boa filha . Hoje ela tem uma psicóloga com quem ela conversa porem não vejo muito resultado. Tenho muito medo, pois vejo tantas coisas ruins acontecer com adolescentes que sofrem isso. O mais complicado é que não adianta muito ir reclamar pois ela diz que vão isolar ela e piorar os insultos não sei o que fazer!

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    1. Em caso como o da sua filha a psicoterapia pode mostrar pouco resultados para você, mas para ela pode dar muita diferença. E o segundo ponto é que a terapia (assim como qualquer processo de saúde) serve para diminuir o sofrimento e não deixar que as coisas se tornem piores.
      Tudo o que você puder fazer para que a autoestima da sua filha fique sempre em cima é ótimo, evite críticas e cobranças exageradas isso já ajuda muito. Incentive sua filha a praticar algum esporte ou fazer algum curso, isso é importante para que ela conheça pessoas diferentes, algum grupo vai aceita-la (não existem apenas gente preconceituosa e idiota no mundo).

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  7. Olá, César. Gostaria que pudesse me orientar. Eu tenho 30 anos e me sinto completamente perdida quanto aos estudos e vida profissional. Sou graduada em artes porém não tenho vontade de atuar na área. Tenho muita falta de coragem e iniciativa, não me sinto amada, nem querida. Não tenho nenhum amigo, procuro sempre calar e ficar isolada em eventos sociais. Sempre que penso em trabalho me vejo em cargos humildes como faxineira, camareira, mesmo sabendo que tenho talentos e bagagem intelectual. Sempre tenho o sentimento de querer ir embora... Assim, acabo dormindo muito e vejo a vida passar, o que me gera muita aflição.
    Gostaria de saber se realmente existe algum auxilio psicológico para pessoas com baixa renda.
    Agradeço a ajuda.
    Um abraço

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    1. As faculdades de psicologia oferecem um serviço chamado clínica escola, consiste no atendimento feito por alunos do ultimo ano estes são supervisionados por um professor, funciona mais ou menos como a residencia na medicina. Essas clínicas costumam atender gratuitamente ou a um preço muito baixo. Então entre em contato com alguma faculdade que tenha o curso de psicologia e pergunte sobre a existência da clínica escola de psicologia.
      Algumas cidades dispõe de atendimento psicológico e o SUS também, porém você vai precisar passar por clínico médico e ele é quem vai avaliar a necessidade da psicoterapia.

      Algumas ONGs e igrejas disponibilizam atendimento psicológico gratuito ou a preços acessíveis.

      As consultas com terapeutas recém formados costumam apresentar um preço muito baixo, dependendo da região chegam a custar R$ 10,00 por sessão. Isso acontece por que eles querem adquirir nome e experiência. O que falta em vivencia neles sobra em vontade.

      Procure na internet ou pergunte na sua cidade.

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  8. Bom dia, meu nome é Camila Delgado há 02 meses mais ou menos fui agredida na rua por um usuario de droga, sem motivo algum fui agredida sem ter tempo de qualquer reação, apartir deste dia sinto que não tenho paz, saio de casa com medo de de repente encontrar aquela pessoa de novo, como fazer para melhorar esse meu trauma?

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    1. Aparentemente você está sofrendo do se chama Stress pós traumático. Em geral os sintomas desaparecem com o tempo, ma em muitos casos é necessário auxílio profissional. Um ansiolítico pode aliviar boa parte do sofrimento que está sentindo, por isso convém procurar um psiquiatra, entretanto é importante que você possa resinificar a experiência pela qual passou, afinal isso causa uma sensação de impotência desconfiança com o mundo, por isso é importante que procure por um psicólogo. Obrigado pelo seu relato.

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  9. Olá...Sou a lari. Tenho 17 anos e meu trauma eu tenho desde os 13,eu era assediada por um parente e desde então fico imóvel sempre que tentam chegar mais perto do meu corpo... Eu sou bissexual,já tentei me relacionar com mulheres,com homens e nada. Até um dia eu fui estuprada e não consigo deixar ninguém se aproximar do meu corpo,tenho muito medo e fico lembrando a todo instante... Tenho pesadelos lembrando disso. O que eu posso fazer para me livrar disso e ser uma pessoa livre?
    Aguardo resposta..

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  10. Olá César,
    Meu chamo Daniel, e estou tentando ajudar uma pessoa muito especial, acho que essa pessoa sofre de um trauma incomum que a incomoda até hoje com seus 34 anos de idade. Quando criança adquiriu traumas relacionados a vômitos, ou seja, não consegui ver, ajudar, e pior fica muito mal.

    Hoje essa pessoa tem dois filhos pequenos e o sofrimento agora é em dobro, pois qualquer doença, gripe,...etc..não consegui lidar com a situação, e acaba sofrendo muito com isso.

    Pela falta falta de instrução e recursos quando criança, nunca se preocuparam com isso e agora isso assombra até hoje, não sei mais o que fazer, você poderia me dar alguma sugestão de como ajudar ou intervir nessa situação.

    Obrigado,

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    1. Seu problema é exclusivamente com vômito? Mais pessoas sofrem com isso do que você possa imaginar, se você possui outras pessoas que possam te ajudar não dá para encarar isso como um problema, como já falei para outras pessoas: certas patologias não precisam de cura.

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  11. Oi Cesar meu nome é Carol tenho quase 33 anos, e tenho muitas dificulades na minha vida. Fui adotada por uma mulher que na verdade só fez isso para desviar a perseguição da minha avó para com ela, ela tinha apenas 21 anos e queria curtir a vida. Fui muito bem criada por minha avó até meus 10 anos gostava de estudar tive uma boa infância. Mas quando minha avó morreu minha mãe me tirou forçadamente da casa do meu avô, fez chantagem comigobe acabei indo. Porem ela vivia com outra mulher e era alcoolatra, as duas, mudei minha vida mansa e calma para um inferno, até meus quase 18 anos vivi sendo humilhada até por um prato de comida, por tudo, ouvia horrores que não ia chegar a lugar algum, que era inerte, minha casa seria um chiqueiro etc etc fora os palavrões. Ouvia tudo calada, mw sentia culpada e engoli o choro durante todos esses anos. Não foi por parte da minha mãe mas da mulher que vivia com ela, mas a omissão da minha mãe foi o que mais me marcou. Cresci e não consigo ter grandes conquistas na minha vida, não consigo acreditar que posso fazer algo bom, é mais forte do que eu, e todo aquele silêncio gerou um grande ódio dentro de mim raiva ira controle insubmissão, revolta rebeldia não sou assim todo tempo mas quando vejo algum risco ou fora do meu controle, me ajude quero muito me livrar disso e não sei como acabo discontando no meu marido canalizo toda raiva a ele estou gravida preciso dr ajuda

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  12. Olá
    Tenho um trauma recente, tive muitos problemas referente a barulho a minha vizinha de cima, por alguns anos, depois de uma reunião com o síndico os barulhos
    diminuíram muito mas eu fico ansiosa pensando que logo voltará, tenho angústia, ouço qualquer barulhinho meu coração dispara...estou sem saber como lidar.

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    1. Imagino que após a discussão tenha sido estabelecido multas e/ou formas de punição para quem quebre a norma lembre-se disso e foque-se no presente sem criar expectativas. Já pensou na possibilidade de mudar? Sei que sim, mas digo pensar seriamente nesse hipótese, por mais ruim que ela possa parecer nada é tão ruim quanto viver com medo.

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  13. Fui estuprada quando era pequena(dos 8/9 ate os 12 anos) pelo um tio meu q era adolescente na epoca.sinto raiva,culpa,odio e ao msm tempo quero perdoar n por ele e sim por mim hj tenho 16 anos e ainda n sei como fazer isso,so de lembrar doí e me dá odio...consigo falar escrevendo mas n consigo entrar no assusto pessoalmente...

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    1. Infelizmente existem milhares de pessoas que passaram pela mesma situação que você, em geral elas só conseguem elaborar essa questão, falar com alguém sobre esse problema e encarar o agressor quando já são adultas. Por estar conseguindo me escrever demonstrar estar conseguindo lidar com o problema de maneira muito melhor que a maioria das pessoas. Não aconselho a ninguém lidar com isso sozinho (a) procure um profissional que possa te ajudar a passar por essa situação.

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  14. Ola , tava um dia normal andando de carro com meu amigo , dai meu coração teve palpitações do nada , dai começou a vim uns pensamentos muito ruins como, sobre homosexuais, e eu comecei a ficar mt ruim , com angustia , sofri mt uns 2 dias sem dormir, dai eu reagi ai ficou um tempo sem esse sentimento e aguntia , ai passou umas 3 semanas ele voltou , mais voltou mais forte , ai fiz iisso varias vezes , mais agr n consigo mais reagir, faz quase 3 anos que tenho isso , nao tenho vontade de fazer as coisas que eu fazia antes, minha autoestima nao ta muito boa , nao me concentro nos estudos , para trabalhar nao tenho vontade , Preciso de uma luz , me ajude por favor!

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    1. O conteúdo desses pensamentos que te pegaram de assalto são provavelmente a raiz do seu atual problema. A dificuldade em compreendê-los e lidar com eles estão te causando todo esse sofrimento. Acredite o seu problema é mais fácil de solucionar do que você imagina. Sugiro que procure um psicólogo que possa te atender presencialmente veja a disponibilidade no seu convênio, na UBS do seu bairro ou em uma clínica escola de uma faculdade de psicologia mais próxima a sua residência.

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  15. Olá, Cesar! Meu nome é Lúcia, tenho 46 anos, sou casada há 8 anos e tenho um filho de 6 anos. Uma das coisas que mais tem me incomodado no momento, e acredito que impede muito meu crescimento pessoal, é a lembrança recorrente de fatos de minha infância. Tive muitos irmãos, e meus pais, não sei se pelo estresse de ter que manter e lidar tantas crianças e adolescentes em casa, eram extremamente agressivos e em algumas situações violentos. Sofri castigos físicos por parte de minha mãe e algumas vezes por parte de meu pai. Minha mãe que não tinha tempo nem paciência cortava meus cabelos muito curtos e geralmente muito irregulares o que me dava muita vergonha na escola. Acho que sofri bullyng por parte de meus irmãos adolescentes. Na adolescência, quando ia dormir fui manipulada por mais de um irmão. Meu pai vivia dizendo que eu era burra, feia, que fazia tudo errado... e por aí vai! poderia relatar uma lista imensa se vivências difíceis, sofridas, delicadas, tristes. Mas atualmente o que tem me incomodado não são os fatos que vivi (hoje me relaciono muito bem com meus pais e meus irmãos - os amo muito, e me doe quando os vejo sofrendo, e pelo pequeno histórico dá para perceber que meus irmãos, que também eram vitimas da situação, não conseguiram avançar muito na vida (amadurecer, crescer) e a grande maioria tem uma vida pessoal muito sofrida). O que acontece é que quero sorrir, quero relaxar, quero viver e não consigo! Ao contrário do que meu pai me dizia não me sinto burra (tenho limitações culturais devido a uma formação precária em escolas públicas e pouco acompanhamento na minha formação por parte dos meus pais), não me acho feia (apesar de que com 46 anos não se tem a mesma pele que se tem aos 17!). Tem muitas coisas contraditórias em minha vida, por exemplo, tive muitos namorados, mas por outro lado, quando eu saia de casa se tivesse muita gente em uma calçada (principalmente homens, mas também poderiam ser mulheres) ou eu atravessava a rua ou voltava e ia por outro caminho (já não faço mais isso, mas às vezes ainda sinto desconforto). Tenho crises de raiva com meu marido e chego a ser agressiva e isso me consome, além de que tenho um filho pequeno e quando olho para ele é como se eu estivesse me vendo quando era pequena e meus pais brigavam (e brigavam muito!), é a presença dele que me faz me acalmar, e é por ele que estou aqui escrevendo esse texto GIGANTE ahahaha Perdão! Me sinto cheia de limitações e sei que elas são decorrentes de minha história! E apesar de saber que posso mudar, que posso amadurecer, não sei bem como! O que sei é que preciso esquecer do meu passado e não consigo! Minha memória para fatos que não estão vinculados a minha família é um "lixo", acho que é porque boa parte dela está ocupada por esses fantasmas! Preciso viver, preciso me entregar à vida e não sei como! Não sei como deixar no passado o que é do passado. Ah! Fiz anos de terapia! Juntava os centavos, desde muito nova, para pagar minhas sessões de terapia! Rsrsrs Tive uns psicólogos maravilhosos, outra bem “fraquinhos”. Mas o que importa é que estou aqui.

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    1. Obrigado pelo seu relato Lucia! Sua história faz parte de você e foi ela que construiu esse ser humano maravilhoso que você é. É de grande importância que consiga ser feliz e funcionar apesar dos seus traumas, mas o fato de não esquecê-los está relacionado no fato de não ter elaborado isso ainda...

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    2. Ai! E como se elabora isso! Estou tão cansadaaa! Às vezes, sinto que se eu pudesse v o m i t a r (de verdade) eu conseguiria me curar de tudo e seguir em frente, sem ficar dando voltas!! Mas já não sei de nada! Tive algumas experiências com meditação Soto Zen e Meditação Vipassana, que um namorado meu praticava e quase me obrigou a participar de encontros e retiros. Acho que eu já tinha uns 32 / 33 anos e me ajudou tanto! Eu não saberia te explicar como, mas muita coisa mudou no meu relacionamento comigo. Também fiz um pouco de terapia bioenergética (com um ser humano tão maravilhoso que é quase um extraterrestre rsrsrs), mas não pude continuar (tive que me mudar do Brasil por causa do meu marido). Tive uma vivência com respiração holotrópica que não achei muito interessante, exceto pelo fato de me ter feito pensar que talvez pessoas muito tímidas (não me sinto tímida) ou com fobia social (que acho que sofro um pouco), podem ter (devido a alteração no ritmo da respiração, nesse caso, com menos oxigenação), uma percepção distorcida do entorno. você acha que essa "distorção" pode acontecer porque tendemos a prender a respiração ou respirar muito "fraquinho" (meio que para não ser notado), e essa redução do oxigênio pode causar algum tipo de delírio (sei lá!)? por exemplo, quando eu saía eu achava que as pessoas estavam rindo de mim, e geralmente eu saia do local com bastante urgência. Atualmente eu ainda sinto um pouco isso, mas no lugar de sair (fugir! rsrsr) eu olho, e vejo que não tem ninguém sorrindo e que foi só impressão! Desculpa tanta conversa, mas eu preciso entender tantas coisas! Muito obrigada pelo retorno e parabéns pelo Site! Está bem bom, viu!

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    3. A elaboração é algo que varia de pessoa para pessoa. Mas não diria que algo que se vomita e sim como se o mal estar interno se transformasse em outra coisa e não te incomodasse mais.

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  16. Tenho trauma de prova fiz uma(Não passei), e agora não sai da minha cabeça que sempre vou falhar e no futuro serei um idiota

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  17. Como esquecer de um negócio muito ruim que fiz ? Praticamente juntei o dinheiro de minha vida toda ( cerca de 30 anos de trabalho ) , apliquei num negócio e além de perder tudo , tive prejuízo . Agora não tenho poupança nem previdencia para a minha aposentadoria . Engraçado que na hora a gente pensa que vai dar tudo certo com otimisto e tals , mas quando caímos na real , a depressão é muito grande . Fico me remoendo de raiva , sentimento de culpa por sido tão burro a esse ponto, suicídio pois não tenho quase amigos e sou solteiro . Eu levava uma vida de classe média baixa , mas agora por causa da crise , fatalmente vou ter que baixar meus padrões de vida . Acho que nem aquele ditado que diz " Pelo menos eu tentei" iria me ajudar pois se me lembro bem , tinha alguma pessoas que me avisaram sobre os riscos . Não durmo mais e todo santo dia só fico me lembrando disso .

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  18. Olá, meu nome é Lucas, tenho 15 anos, moro no norte do país, e gostaria de relatar um trauma e saber que tipo ele é. Eu já fui assaltado duas vezes. Na primeira vez, estava na rua e apenas viajando na cidade. Nem senti tanto os sintomas do assalto. Porém da segunda vez, entraram na minha casa. Fizeram eu e minha avó reféns, ameaçaram, roubaram pertences. Por sorte não agrediram nenhum de nós dois. Porém passei a ficar com medo. Passava a noite em claro, só dormia de dia. Passei a dormir com objetos que pudessem me defender em um possível retorno do bandido e o medo tomava conta de mim. Vivia imaginando que ele voltaria. Tive que mudar de casa e de cidade, pois já não conseguia viver no local. Quando cheguei na nova cidade, por alguns dias os sintomas permaneceram, mas então desapareceram e por isso eu não procurei o psicólogo. Porém, a uns 5 dias atrás eu estava procurando notícias sobre a cidade e acabei descobrindo que ela está ainda mais perigosa. Tudo voltou. O medo de sair de casa, medo de pessoas mal encaradas nos ônibus, medo de andar sozinho na rua, medo de dormir a noite e ser surpreendido com alguém em casa, vontade de sair do país, fugir dessa violência iminente. O que fazer ?

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  19. Olá, gostaria de saber como diminuir um trauma. Fui assaltado duas vezes. Na primeira eu nem senti tanto, apenas fiquei mais cuidadoso. Porém na segunda vez, invadiram a casa da minha avó comigo dentro, nos renderam, levaram algumas coisas, nos traumatizaram. Durante quase um mês eu fiquei sentindo medo de tudo, medo de sair de casa, medo de dormir e ser surpreendido novamente, medo de noites chuvosas( chovia aquela noite). Durante alguns meses passou. Porém esses dias eu estava lembrando e acabou que o medo retornou novamente. Quando anoitece, fico atento a qualquer barulho não consigo dormir cedo, tenho medo de sair de casa, uma vontade enorme de sair correndo e fugir do país, quase que desesperadora. O q fazer ?

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    1. Olá Cesar, tenho muitos traumas de infância, vivo como museu sempre relembrando mais momentos, culpando a mim e a todos. Esse seu site foi o melhor que achei, vem me ajudando muito, leio tudo, não deixo nada para tras, tenho melhorado primeiramente minha auto estima, sei que precisarei em muito para vencer meus momentos mais vou chegar lá.
      Niluca

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  20. Eu fui traída a 2 meses pelo meu namorado, eu ainda estou com ele pois consegui perdoar pois na época estavamos passando por uma crise e eu tambem errei com ele, estou conseguindo seguir em frente, mas o problema é que no dia em que eu descobri a traição foi um trauma pra mim e desde aquele dia choro com muita frequencia sem nenhum motivo, estou bem e de uma hora para outra começo a chorar, tento entender porque me sinto assim mas não consigo entender! Eu amo ele e ele me ama, eu só consigo ficar em paz quando estamos juntos, ficamos bem e felizes, ele vai embora e menos de 1h eu ja me sinto mal, e desde este acontecimento minha vida e o meu psicologico ficou totalmente fragilizado... Se alguem me faz feliz começo a chorar, se discuto com alguem (mesmo que uma discussão boba) choro tambem..
    Eu me sinto MUITO sensível porque pra mim agora qualquer coisa simples do dia a dia se torna um peso pra mim.. O que eu tenho é um trauma? Me ajude por favor

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    1. Fui traído por minha esposa duas vezes. É uma história longa cheias de detalhes. A primeira suerei com mta dificuldade, a segunda estou sofrendo muito mais. Tudo, tudo mesmo, qualquer coisa me lembra o fato. Choro praticamente todos os dias desde q soube, e tem mais de um ano isso ja; raiva; e tristeza mto forte acompanhados de um sentimento de frustação de vergonha e dor. O q pode me ajudar?

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  21. Bom dia, meu nome é vera tenho 22 anos. Quando eu tinha 5 anos de idade meu irmão teve câncer ele tinha 6 e foi um processo muito doloroso pois teve de fazer quimioterapia após tempo de tratamento ele finalmente havia se livrado da doença mas meu pai era muito agressivo e viviamos num lugar onde não tinha como comprar mantimentos ele vivia querendo bater na minha mãe e não aceitava a doença do meu irmão, minha mãe sofreu muito, quando completei 9 anos meus pais já haviam se separado e minha mãe começou a namorar meu padrasto, e ele nos batia por tudo com sandálias de couro mandava agente estender as mãos se agente tirasse eram duas lapadas e por aí ia. Minha mãe tinha voltado a estudar e nos deixava com ele pra ir a escola, e foi num desses dias, me lembro que quando minha mãe saiu eu tava deitada no chão da sala e me acordei no colo do meu padrasto sentindo dores nas minhas partes, e pedia pra ele parar pq tava doendo e ele n parava e me oferecia dinheiro e até ameaçava, isso perdurou durante anos, eu e meu irmão apanhavamos muito e passávamos vergonha na rua pq ele batia e gritava na rua. As pessoas brigavam na rua mais ele não ligava e rebatia, mandava colocar roupas curtas pra eu ficar passeando pela casa e meu irmão ficava do lado só que ele é deficiente e tinha medo de apanhar do mesmo jeito que eu. Eu ia tomar banho ele ia no banheiro e ticava minhas partes que ódio eu tenho dele é muitas outras situações hj em dia vivo com um pesadelo, tenho sonhos raiva não sei mais o que fazer e o idiota ainda age como se quisesse ser meu pai, mas na verdade tenho medo dele não consigo falar nada pois temo pela minha mãe não quero vêla sofrer e nem meu irmão. Sinto muita falta da minha mae, ele consegue dominar ela e não consigo demonstrar meus sentimentos de amor afeto com meu irmão minha mãe até mesmo pro meu marido sou fechada, não consigo pedir desculpas a ninguém mesmo tendo certeza de estar certa ou errada, iniciei faculdade de direito não era o que queria mas fui impulsionada e iria pro 7 período mas tenho muita dificuldade de concentração e perdi muitas cadeiras, eu trabalho no hospital como tec e adoro meu trabalho queria muito ter continuado na área mas não tenho verba suficiente até pq to em outro curso tentei mudar diversas vezes o curso mas nunca conseguia tive que interromper esse período pra arrecadar dinheiro e conseguir dar continuidade até pq faltam 4 períodos e seria uma perda de tempo e dinheiro, mas não sou realizada com o curso que escolhi, Deus me presenteou com um ótimo marido somos de fato cúmplices, mas é terrível ter esse fantasma na vida já tentei esquecer diversas vezes mas não consegui atrapalha minha vida não posso ver nenhuma criança perto de um homem que fico com raiva até mesmo perto do meu marido eu sei que ele não é disso mas é como se todas as criancas do mundo fossem eu, sinto muito angustia, se tiver como me ajudar agradeceriam muito.

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  22. Oi, César. Tenho muitos problemas com amizades. Tenho 17 anos, mas quando eu tinha 10 anos fui traída pelas minhas duas melhores amigas. Depois disso, me afastei de todos. Evitava falar com quase todo mundo, sabe? Aí no 9ºano acabei fazendo amigos e o problema é que na verdade eu me apaixonei pela menina que eu meio que forcei a amizade no início. Tão linda, fofa, cabelos avermelhados, tão isolada e me identifiquei tanto, mas nunca tive coragem de me declarar pra ela, mas no final do ano eu tive que me mudar e eles riram da minha cara e agradeceram a Deus por eu ter ido embora. Fiquei acabada e as lembrranças do passado voltaram na hora. Eu chorei muito e disse que só errei em voltar ter amigos e que nunca mais teria... A questão é que na nova cidade que me mudei (e que continuo, por sinal) eu fiz um amigo. Ele se esforçou bastante pra conseguir minha amizade, eu era muito difícil, sendo que estava insegura e com medo de que a situação voltasse a se repetir. O tempo foi passando e ele me fez conhecer mais gente e fiquei amiga de uma outra menina e mais uma. Hoje temos um grupo de amigos, mas... Desde semana passada um desses amigos está me ignorando completamente, e eu realmente não sei porque. E tô com medo de tudo ter voltado novamente. Choro só de pensar. Eu tenho medo, sempre tive, sabe? Eu tenho depressão, fui diagnosticada há 4 meses, tomo antidepressivos, mas não sei se a terapia está ajudando muito, às vezes sim, mas às vezes penso que vou enlouquecer, sabe? O q fazer?? obrigada desde já

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