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9 dicas para perder o medo

1 Compreenda que o seu medo não é parte de você
Seu medo não é parte da sua personalidade ou do seu jeito de ser, medo excessivo é um problema e quanto mais cedo você enxergar isso mais cedo irá se livrar dele.

Lembre-se de quantas vezes o seu medo te impediu de fazer alguma coisa que você gostaria ou precisava fazer, isso vai servir de combustível para o longo caminho que você precisa percorrer para vencer o este desafio.

     Por que estou mencionando isso? Existem pessoas que falam dos seus medos com certo carinho e dizem que sentem isso desde pequeno, que acham que já nasceram assim... É como se apegar a um tumor. Não é por que alguma coisa está com você há muito tempo que ela é parte de você.


2 Aprenda a Controlar a ansiedade
As fobias estão estritamente ligadas à ansiedade, tanto é que no Código Internacional de Doenças (CID) elas estão na mesma classificação (Transtornos Fóbicos Ansiosos).

Uma pessoa ansiosa tem maior dificuldade em controlar seus pensamentos e emoções e se deixa levar mais facilmente pela imaginação. Esses são ingredientes fundamentais para o medo. Além disso, os sintomas relatados por pessoas que sofrem com fobias são exatamente sintomas de ansiedade: coração acelerado, sensação de desmaio, suor frio, tontura, falta de ar, etc.


3 Aprenda a se controlar durante uma crise
A maioria das pessoas aprende evitar os seus medos. Por exemplo, quem tem medo de cachorros não vai visitar um canil e nem entra em casas de pessoas que possuem cães. Essa postura apesar de não ser a mais correta (depois eu explico o motivo) é bem sábia. Entretanto em alguns momentos não é possível fugir daquilo que te causa temor.

Para dar um exemplo, uma pessoa que possui mictofobia (medo de escuro) não pode evitar um blackout, porém ela pode se controlar para não ter um ataque de pânico praticando alguns exercícios de distração e relaxamento durante o apagão.

4 Substitua Fantasia Por Realidade
Em geral uma as pessoas que possuem alguma fobia ou uma aversão específica, têm uma visão fantasiosa do seu objeto de temor.

Quem sofre de ofidiofobia, por exemplo, pode acreditar que as cobras são muito mais agressivas do que elas realmente são (em geral só atacam para caçar ou se defender), já quem possui Aicmofobia imagina que uma injeção pode causar mais dor do que ela realmente causa.

Pesquise sobre o objeto da sua aversão, converse com alguém que entenda do assunto, você vai perceber que esse monstro que você teme só existe na sua imaginação.

5 Descubra a origem do seu medo
Medos e fobias quase sempre têm uma raiz em alguma experiência ruim no passado, como por exemplo, o dia em que você ficou trancado no banheiro ou quando caiu de cima de uma árvore.

Existem ainda linhas da Psicologia que dizem que um medo pode ser símbolo para outra coisa com a qual se tem maior dificuldade de lidar. Nessa linha uma aranha poderia representar, por exemplo, a mão de alguém que tentou lhe molestar na infância.

De qualquer forma, saber o motivo do medo ajuda a diminuir, pelo menos um pouco a força que ele possui.

Você mesmo pode pegar uma folha de papel e escrever sobre o seu medo, quando sentiu isso a primeira vez e tudo o que puder sobre ele. Isso vai te ajudar a organizar as ideias e pensamentos que tem a esse respeito. Eu já descrevi como funciona esse procedimento em

O processo de trazer a memória questões do passado pode ser difícil e doloroso de realizar sozinho, por isso eu recomendo o auxílio de um profissional de Psicologia. Talvez o seu medo esteja ligado a algum trauma ou experiência ruim do passado por isso recomendo que leia:
       Superando traumas

6 Aproxime-se do seu medo
A técnica mais usada e mais eficiente no tratamento das fobias é chamada dessensibilização, nela o paciente entra aos poucos em contato com o próprio medo:

1.      Comece a estabelecer contato com o seu medo de uma forma que você se sinta segura (o), como por exemplo, observando uma foto.
2.      Após alguns contatos bem sucedidos tente fazer algo que te deixe mais próximo, talvez assistir a um vídeo. 
3.      O próximo passo pode ser encarar o seu medo à distância. A estratégia é fazer com você perca o medo gradativamente.
  
7 Compartilhe o seu medo com os outros
Talvez o maior problema de ter um medo distinto ou uma fobia é a vergonha de que outras pessoas saibam disso, isso acaba gerando mais estresse e mal-estar.

Dessa forma o simples ato de falar (os psicólogos chamam isso de externalizar) o seu problema vai tirar uma grande carga emocional das suas costas.

Se for difícil conversar com alguém, experimente escrever em um papel, entre em um fórum na internet, você pode até mesmo enviar uma mensagem para mim através dos comentários.

8 Use a sua imaginação
Atualmente existem programas de realidade virtual que ajudam pessoas controlarem seus medos, seja de altura ou outros mais complexos, sem precisar sair de dentro do consultório.

Se você não tem acesso à tecnologia das clínicas psicológicas modernas, pode usar outro recurso muito eficaz: sua imaginação! Você pode se visualizar diante do seu objeto de medo de uma maneira mais do que segura:

·       Imagine se diante do que te apavora.
·    Se preferir imagine que isso esteja longe e vá se aproximando aos poucos.
·       Imagine cada detalhe do que te assombra.
·      Visualize-se lidando bem com a situação, conseguindo vencer o seu medo.
·      Se a situação começar a ficar muito ruim, abra os olhos e comece novamente outro dia.
Lendo assim isso pode parecer bobo, mas traz excelentes resultados. Afinal o seu medo está na sua mente, e exatamente nessa arena que você deve vencê-lo.
  
9 Procure ajuda
Todas essas dicas podem te ajudar muito, entretanto o seu problema pode ser mais complexo e envolver diversos fatores, por isso o mais adequado é procurar ajuda profissional (médico ou psicólogo) por isso procure ajuda profissional qualificada.

Técnica para vencer o medo

Gostaria de apresentar uma técnica de seis passos para se vencer um medo específico, apesar de simples  

1. Não resista ao medo:
Como já mencionei, o medo é algo inerente ao nosso corpo, a nossa biologia, e no caso de quem possui medo patológico (fóbico) as sinapses do cérebro já estão predispostas a reações de medo.

Considere também que após um longo período sentindo medo de alguma coisa o indivíduo fica condicionado a sentir automaticamente essa emoção.

Tentar resistir ao surgimento do medo é inútil e faz com que você fique mais ansioso gerando mais sintomas somáticos como taquicardia, falta de ar, sensação de desmaio, sudorese, dores nas costas entre outros.

O que fazer? Reconheça esse sentimento e permita-se senti-lo, não resista e não se sinta envergonhado. Todo mundo sente medo e você não é diferente, só tem um pouco mais dele que os outros. Fale a si mesmo mentalmente: “estou sentindo medo agora. E daí?”.

2. Não reaja ao medo:
Sendo o medo um sinal de alerta a um perigo eminente é natural que ao senti-lo você comece a se preparar para fugir ao reagir a ele.

Tente lembra disso que se você tomar alguma atitude desesperada ou fugir agora irá fazer isso sempre.

Quanto mais desconhecemos alguma coisa é maior a nossa tendência a temer essa coisa, seja o objeto de temor ou o próprio temor.

O que fazer? Ao invés de obedecer ao sinal de alerta e tentar escapar (o que fortalece os sintomas do problema) permaneça diante da coisa que lhe deixa amedrontado.

Observe atentamente o que lhe causa medo, assim como o próprio medo. Apesar de ser muito difícil realizar esse ato (por isso sugeri que alguém lhe ajudasse) o processo vai ajudá-lo a compreender o seu medo e provar para você mesmo que é mais forte que ele.

Sugiro que aumente gradativamente o tempo de permanência diante do que lhe deixa atemorizado.

3. Mantenha a atenção no presente:
O medo está sempre situado futuro, no que pode acontecer e nunca no que está acontecendo. O fóbico tende a ter pensamentos catastróficos sobre o que ocasionalmente poderia acontecer diante de tal situação.

Por exemplo: alguém com medo de balões de festas (globofobia) pode acreditar que o dito balão pode estourar causando um barulho incomodo e que os “estilhaços” gerados por esse estouro podem lhe atingir.

Perceba que o medo está em uma das possibilidades do futuro, existem muitas outras, a mais provável é que o balão murche com o tempo, mas o fóbico só se concentra na pior hipótese.

O que fazer: mantenha a sua atenção voltada ao que você está fazendo. Se for o caso tente descrever o objeto de temor: que tamanho tem? Qual é a cor? Qual o formato? Seja o mais detalhista possível.

4. Classifique o nível do seu medo:
Crie uma escala de 0 a 10 para as suas crises: sendo que o 10 é o estado onde você está totalmente tomado pelo terror (pânico) e o 0 o estado em que você está relaxado.

Tomando por base estes dois pontos crie os níveis intermediários. Ao sentir que está sendo tomado pelo medo classifique o seu estado dentro dessa escala e faça o mesmo se sentir que ele está aumentando ou diminuindo. Procure entender o que foi que motivou esse aumento ou diminuição do nível de medo, (o que aconteceu? O que você pensou?), isso irá te ajudar a compreender como surge e o que agrava as suas crises.

5. Não deixe de fazer o que está fazendo:
Ao se deparar com o que se teme a reação natural do fóbico e tentar fugir ou reagir ao objeto de temor. Por exemplo, se alguém que tem fobia de abelhas (mellissofobia) estiver lavando louça ou realizando qualquer ou tarefa e uma abelha entrar no ambiente é provável que essa pessoa pare imediatamente o que está fazendo e saia do recinto ou tente desesperadamente matar o dito inseto. Se não houver ameaça real (como a abelha tentar posar em você sendo você alérgico) essa é uma excelente oportunidade de treinar o controle do medo.

O que fazer? Mantenha a sua atenção no que está fazendo, isso vai te ajudar a continuar funcionando mesmo com medo ou ansiedade (mesmo nos casos de síndrome do pânico).

6. Permita que o medo reapareça:
Até aprender a controlar totalmente o seu medo você irá passar por altos e baixos, por isso é necessário sempre rever e seguir os passos anteriores.

Não se preocupe com os “fracassos” eles são apenas oportunidades de se aprender mais. Persista sempre e você vai vencer.