Bullying
Virginia Tech, Escola Secundária de Columbine e Realengo (RJ). O que estes lugares têm em comum? Foram palcos de massacres cujos autores afirmam que cometeram os assassinatos como resposta aos anos que sofreram como vitimas de bullying nos mesmos locais que resolveram atacar. Mas o que é bullying? E por que ele faz com que jovens se transformem em monstros? A verdade é que muito tem se falado sobre esse tema, mas tudo que aparece sobre ele na TV e nas revistas, faz com que este fenômeno pareça muito mais simples do que ele realmente é. Faz com que uma coisa tão séria seja por vezes confundida com provocações ou brincadeira de crianças.
O bullying é universalmente definido como: “um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ocorrem em sem motivação evidente adotado por um ou mais alunos contra outros causando dor angustia e sofrimento”. A discrição bate com um enredo comum nos filmes e seriados americanos não é? O valentão perseguindo o nerd, não é a toa que o termo bullying (a tradução seria algo como valentão) venha de lá. Porem ao contrario dos filmes o final dessas histórias não costuma ser feliz. As vitimas das intimidações acabam tendo várias consequências psicológicas, tais como depressão, ansiedade e dificuldades em se relacionar para o resto da vida, quando não cometem o fenômeno chamado school shooting (entrar armado e atiranda na escola ou na instituição onde sofreu as humilhações, iremos falar sobre isso em outra postagem).
Principais características
Onde: Bullying acontece sim em escolas, mas também acontece em instituições militares, em famílias no trabalho (assédio moral) em asilos, enfim onde tiver concentração de pessoas. Dessa forma já dá para ver que não é apenas um problema de crianças, mas de adultos também.
Quando: É recorrente. As intimidações costumam acontecer todos os dias ou em intervalos curtos.
Como: A violência das agressões vai aumentando com o passar do tempo. Costumam começar com apelidos e ofensas verbais passam a pequenas agressões (empurrões, rasteiras) até chegarem à violentas suras (fora do Brasil já aconteceram casos de assassinatos e pasmem: estupros).
Uma das características mais marcantes do bullying é quem em todos os casos sempre há pessoas exercendo os seguintes papéis:
O agressor: atualmente usa se o termo “autor do bullying” para se evitar estereótipo. Geralmente são pessoas que estão infelizes no espaço em que se encontram (seja na escola ou em onde ocorrer o fenômeno). Possuem baixa autoestima e evidenciar o defeito do outro é uma forma de camuflar os próprios defeitos. Não é incomum que o autor do bullying seja testemunha ou vitima de violência doméstica. Agressores tem maior propensão a se colocar em situação de risco como envolvimento com drogas, brigas, vandalismo entre outros problemas.
A vítima: é quem sofre as agressões. Em regra possui alguma característica considerada negativa pelos demais: obesidade, baixa estatura, cor de pele, forma de se vestir ou qualquer outra coisa que chame a atenção. Mas talvez a principal propriedade da vítima seja a dificuldade ou impossibilidade de reagir às agressões. Existem estudiosos do tema que afirmam que se a vítima conseguir reagir, não está caracterizado o bullying. Realmente esta é a qualidade mais peculiar de quem sofre as agressões, pois muitas vezes o agressor possui a mesma característica que ridiculariza na vítima (também é obeso, etc.).
A plateia ou publico: são as pessoas que testemunham as agressões, não participa ativamente do bullying, mas sem ela não haveria os abusos. É a ela que o autor do bullying tenta impressionar. Algumas destas testemunhas não simpatizam com o bullying mas não falam nada por medo de se tornarem vítimas também, outras incentivam os agressores rindo das suas atitudes diante das vítimas. Existem ainda aqueles que saem em socorro da vitima.
O que se pode fazer?
As instituições: existem programas que orientam escolas e outras instituições sobre como lidar com o problema do bullying
- Orientar todo a equipe sobre o fenômeno
- Elaborar manuais sobre o tema
- Ensinar os seus membros respeitar as diferenças
- Deixar claro que a pratica do bullying não será tolerada
Professores e monitores: de instituição: a primeira coisa é não se fazer de cego para o problema e ficar atento aos sinais.
- Oriente seu grupo sobre o problema
- Abra grupos de discussão sobre o tema.
- Converse com o autor do bullying ele também precisa de ajuda.
Quem presencia bullying: comunique quem pode fazer algo, professores monitores, inspetores, diretores, chefes de sessão, encarregados etc.
Quem sofre o bullying: o que mais se ouve neste caso é “fale para um adulto”. Primeiro como eu já disse o bullying não atinge somente crianças. Depois disso, a vítima de bullying não acredita (às vezes com razão) que alguém vai realmente ajudar. Por isso eu fale para todo mundo que você puder, alguém vai te ajudar.
- Faça amigos: sei que as vítimas de bullying são pessoas tímidas e tem dificuldades em fazer amigos, mas tente isso vai aumentar sua autoestima e além disso o ditado diz: “ a união faz a força”. Entre no clube de xadrez, pratique seu esporte preferido (mesmo sendo pato), entre em qualquer grupo do seu interesse.
- Enfrente o valentão: Esse é um conselho perigoso de se dar, mas como ex-vítima de bullying ( por que acha que estou escrevendo isso?) acho essa a melhor maneira de se livra dele. Toda hora vai aparecer um valentão na sua vida se correr uma vez vai correr sempre. Não estou dizendo para enfrentar o agressor em uma briga (por provavelmente você vai perder), mas simplesmente encara-lo no mesmo jogo se ele ri de você, ria dele também e por ai vai, com o tempo ele vai parar de pegar no seu pé.
O bullying traz consequências desastrosas para todos os envolvidos, os agressores muitas vezes convivem com o sentimento de culpa por anos, os que presenciam ficam a vida toda achando que podem ser a próxima vítima,
As vítimas se tornam pessoas tímidas. Cheias de medos.
As vítimas se tornam pessoas tímidas. Cheias de medos.


Caralho!
ResponderExcluirÉ por causa dessa porra que eu sou essa aberração, então?
Até consegui vencer a timidez; mas não tenho habilidade nenhuma para relacionamentos, e sinto até mesmo uma segregação por parte dos meus amigos - que não me parece ser proposital, e sim consequencia do meu modo de ser, já que isso se repete em quase todos os círculos de convivência!!!!!
e olha que eu ja tenho 26 anos....
Tudo bem Cesar?
ResponderExcluirSomos amigos no diHITT. Já fui professor por 4 anos e acredito que é de fundamental importância no Brasil uma disciplina que ensine ética, cidadania e respeito ao próximo. As pessoas crescem com uma má formação moral e levam isso até o ensino superior, tornando-se muitas vezes profissionais de mau-caráter. Já passou da hora dos governos implantarem uma disciplina que tenha o objetivo de melhorar a sociedade em que vivemos. Já existe um déficit de professores, não só pela baixa remuneração como também pelo estresse causado por essa profissão. Feliz 2012 prá você e toda a sua família!!!
Eu sofri de bullying na escola e até hoje sofro por causa disso (tenho muita dificuldade de me aceitar como eu sou, pois, sempre me acho feia). Sou professora de educação infantil e acredito que desde pequenos devemos ensinar as crianças a respeitar as diferenças.
ResponderExcluirOlá, boa tarde. A temática é realmente interessante. Sou professor e o que se nota dentro das escolas é que a formação familiar de hoje deixa muito a desejar. É preciso que a criança venha de casa com o pensamento de que as diferenças devem ser respeitadas, que o outro assim como nós tem os mesmos direitos. Talvez a reestruturação da família seja o primeiro passo para resolver as diversas problemáticas da sociedade atual. Abraço.
ResponderExcluirÉ verdade professor, quando a criança tem as diferenças respeitadas ela aprende a respeitar a diferença dos demais
ExcluirNa minha época (e olha que eu tenho 21 anos apenas) essa preocupação não era grande, e sofri muito com isso. Isso deve ser fortemente combatido, e o motivo está aí, nas consequencias.
ResponderExcluirwww.divulgandoedebatendo.com.br